Los Angeles Galaxy vs New York Red Bulls

by Zeh on October 5, 2011

Ontem fui assistir um jogo da Major League Soccer – o campeonato nacional daqui – entre o LA Galaxy de David Beckham e o Red Bulls de Thierry Henry e Rafa Marquez. O jogo foi no Red Bull Arena, em Nova Jersey.

Red Bull Arena

Apesar do time do Red Bulls ser de Nova York, o estádio deles fica em outro estado – em Nova Jersey. Ainda assim, chegar lá é relativamente fácil – 20 minutos de Manhattan, via trem. Sair é outra história; levei 2 horas pra voltar, devido à superlotação do trem e a problemas em uma das linhas.

De qualquer forma, fiquei impressionado com a qualidade do estádio. Apesar de ser relativamente pequeno – cabem 25000 pessoas sentadas – é um estádio de primeira em todos os sentidos. A grama tem tamanha qualidade e é tão uniforme que, à distância, achei que era gramado sintético. Até a cerveja do estádio é ótima.

O que deixou um pouco a desejar, no entanto, foi o futebol.

Esse jogo tinha tudo pra ser um clássico, já que é um jogo entre dois dos maiores times do país – times estes com várias estrelas internacionais, trazidas do futebol europeu.

O resultado, no entando, foi um jogo truncado, onde os jogadores pareciam mais preocupados com passar a bola pra algum colega do que efetivamente marcar um gol. Eu provavelmente sou suspeito pra falar, mas a impressão que deu é que era aquela típica diferença do jogador Sulamericano com o Europeu – enquanto o Sulamericano usa da garra pra resolver a jogada, o Europeu (ou, neste caso, Norte-Americano) quer resolver na base dos fundamentos técnicos com passes, jogadas treinadas à exaustão e erros do adversário. Vira um jogo de deixa-que-eu-deixo onde ninguém dribla e todo mundo tem medo de chutar pro gol. Não me surpreende que tenham tantos jogadores ingleses nos times da MLS.

O pragmatismo e a eficiência típicos da cultura local não funcionam tão bem dentro do campo. O futebol local está chegando lá, mas a impressão que eu tenho é que ainda faltam fominhas pra resolver a parada.

O papel higiênico e você

by Zeh on September 29, 2011

Acabei de ver esta genial foto de autoria desconhecida sendo compartilhada no Facebook pelo Fernando Bueno:

Ela me fez lembrar de uma coisa importante: em Nova York, diferentemente do Brasil, jogar o papel higiênico usado no vaso sanitário é obrigatório, e imagino que seja assim também no resto dos Estados Unidos.

É uma daquelas coisas esquisitas de se comparar porque tem a ver com costumes enraizados na cultura local: alguém no Brasil pode dizer que é óbvio que o papel tem de ser jogado no lixo e não na privada, afinal, a privada pode ser entupida pelo papel; mas por aqui, alguém diria que é óbvio que o papel deve ser jogado na privada, já que ele é feito pra dissolver na água (encher o saco de lixo com papel higiênico usado é visto como algo extremamente nojento).

Durante toda a minha vida, sempre que via um aviso parecido com o da foto acima, eu imaginava que quem jogava papel higiênico na privada deveria ser maluco. Então foi um certo choque no começo até eu entender que, por aqui, o costume local é, sim, jogar o papel usado descarga abaixo; banheiros público (como em empresas ou restaurantes) não costumam nem ter lata de lixo do lado da privada.

Mas qual é o correto?

Jogar na privada é mais saudável e provavelmente melhor para o meio-ambiente, mas a verdade é que a possibilidade de jogar papel higiênico na privada (ou não) depende mais do encanamento de esgoto do que outra coisa.

Imagino que hoje muitos sistemas de encanamento no Brasil não teriam tanto problema com o papel higiênico. Ele deve se dissolver na água do mesmo jeito. Mas, por uma questão cultural e talvez histórica, entendo porque todo mundo ainda considera a prática um tabu, e duvido que isso mude em breve.

Mas, quando estiverem por aqui, lembrem-se: lugar de papel higiênico é na privada (mas o papel higiênico: papel toalha causa entupimento facilmente).

Mochila Binária em Nova York

by Zeh on September 27, 2011

Momento jabá pessoal: há umas semanas atrás, a equipe do Mochila Binária veio pra NY pra visitar a cidade. Acabei vendo eles e contribuindo pra uma conversa que virou posts no site e uma entrevista em duas partes, onde falo um pouco sobre a Firstborn, NY e meu trabalho como desenvolvedor em geral.

Meus agradecimentos à toda equipe do site (especialmente à Ludmilla e ao Mauricio) pela honra de ser entrevistado por eles!

Impressões do Brasil, Setembro de 2011

by Zeh on September 13, 2011

Acabei de voltar de uma viagem rápida que fiz com a Meagan pro Brasil – 12 dias, divididos entre Niterói (e um pouco de Rio de Janeiro) e São Paulo. Muito divertido. Mas, doa a quem doer, aqui vão minhas impressões rápidas do que se destacou mais:

  • Toda vez que vou pro Brasil, tenho a impressão de que tudo está mais caro. Dessa vez não foi diferente.
  • Parecer turista no Rio de Janeiro é praticamente um crime. A malandragem não deu um tempo.
  • O trânsito está cada vez pior.

Alguém realmente acha que estamos bem preparados pra Copa de 2014 ou pras Olimpíadas de 2016?

Lavando a roupa suja

by Zeh on July 25, 2011

Uma das primeiras coisas que me causaram estranhamento em Nova York (e algo que sobre o qual eu deveria ter escrito antes) é que praticamente nenhum apartamento por aqui tem máquina de lavar roupa. O normal, ao invés, é levar sua roupa pra lavanderia.

O engraçado é que, apesar da prática ser totalmente alienígena pros Brasileiros, o conceito é mais ou menos conhecido – eu, pessoalmente, já tinha visto várias vezes os personagens de um filme ou de uma série de TV levarem sua roupa pra ser lavada fora de casa.

Este vídeo da Pantera-cor-de-rosa é um dos primeiros exemplos que me lembro e, por mais incrível que pareça, é uma boa demonstração de todo o processo.

É até possível você ter uma máquina de lavar em casa – só é extremamente incomum por requerer um espaço que muitas pessoas não têm, conexões (de água) muitas vezes complicadas, e por simplesmente não fazer parte do DNA local; as pessoas levam as roupas pra lavanderia mais próxima e pronto. Boa parte das pessoas que eu conheci por aqui reagiam com extrema surpresa ao saber que todo mundo normalmente tem máquina de lavar no Brasil.

Outra parte do processo que é bastante diferente do jeito Brasileiro de fazer as coisas é que, por aqui, uma vez lavadas, você não pendura as roupas para secar, e nem passa elas a ferro – ao invés, após a lavagem, você seca elas numa secadora (centrífuga). As roupas saem super quentes (e, consequentemente, “fofinhas”) da secadora, aí é só dobrá-las ou pendurá-las num cabide. De certo modo, é um processo mais fácil e mais rápido do que o modo Brasileiro, apesar de requerer uma movimentação maior; é comum você andar na rua e ver pessoas levando um saco de roupa suja pra lavar (ou de roupa limpa pra casa), por exemplo.

Até é comum encontrar ferros e tábuas de passar roupa à venda em lojas mais voltadas pro público latino (eu tenho um ferro que uso pra passar algumas camisas e uma mini-tábua de passar), mas imagino que o processo é também diferente devido à falta de espaço nas residências locais; praticamente ninguém tem um espaço arejado pra poder ter um varal.

Quando eu vim pra cá, tive certa dificuldade em entender como fazer as coisas (como a maioria dos serviços coletivos por aqui, a lavanderia é 99% faça-você-mesmo, ou seja, não tem muita assistência pra nada). Mas levar as roupas pra lavanderia virou uma tradição rapidamente pra mim – levava tudo pra lavar, colocava na máquina, esperava a lavagem enquanto lia um livro (geralmente não compensa caminhar pra casa simplesmente pra voltar 20 minutos depois), movia tudo pra secadora quando a lavagem terminava, esperava mais meia hora, dobrava e levava pra casa. Acredito que é o mesmo pra muita gente, e lavar roupa é simplesmente visto com uma das muitas tarefas de final-de-semana do Novaiorquino típico.

Tanque (daqueles com uma torneira e espaço pra esfregar roupas) eu só vi uma vez na vida aqui, numa casa no Queens, e foi quase um choque. É algo muito incomum.

Aqui vai uma série de lavanderias – laundromats – de NY. Nenhuma das fotos é minha (são fotos públicas do Flickr), mas ilustram bem as lavanderias típicas da região.

Ô psit!

by Zeh on July 7, 2011

Se tem uma coisa que sinto falta na TV, é dos Trapalhões.

Engraçado como o quarteto conseguia alternar momentos de comédia nonsense mas extremamente engraçada (no programa de TV semanal) com momentos tocantes (nos filmes). Poucas cenas ficaram marcadas na minha memória quanto algumas das cenas dos filmes dos Trapalhões – que eu sempre tinha a sorte de ir assistir no cinema com meus pais.

Mussum era gênio:

Mas ainda choro quando vejo essa cena:

Muito já discutido sobre o quarteto, como as brigas internas que leveram à racha do grupo e as brigas por direitos autorais que fazem com que boa parte do seu acervo não esteja disponível comercialmente. No entanto, graças ao YouTube, a memória que fica é, para mim, é esta: