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  • Estado imperial de espírito

    Escrito em 11/January/2010, 18:22 em nova york | 3 comentários

    Sabe aquelas épocas em que você sempre ouve a mesma música tocando na rua, ou em pontos comerciais (tipo lojas) – geralmente alguma música pop que aparentemente foi lançada no momento certo? Então.

    Nos últimos meses, absolutamente todo lugar que entro aqui em Nova York tá tocando a mesma música – Empire State of Mind, por Jay-Z e Alicia Keys. Engraçado que eu já tava extremamente irritado com a faixa, apesar de nem saber do que se tratava, simplesmente porque ela acaba tocando em todo lugar.

    Esses dias, numa festa, já na segunda execução da faixa, finalmente parei pra ouvir a letra pra ver do que se trata. Aí ficou fácil de sacar porque a música ficou tão popular: ao contrário dos raps normais que são encontrados por aqui, a letra é razoavelmente positiva e, mais importante, glorifica a própria cidade. E tenho de admitir: o vocal da Alicia Keys realmente faz a música, e a letra é muito superpracimex. Só pra citar o refrão:

    New York
    Concrete jungle where dreams are made of,
    There’s nothing you can’t do,
    Now you’re in New York
    These streets will make you feel brand new,
    the lights will inspire you,
    Let’s hear it for New York, New York, New York

    Triste ver que dificilmente encontramos algo sobre nossas próprias cidades. Sabe aquela coisa de ouvir a letra e se identificar um pouco pelo entorno? Então. Faz falta. Pelo menos algo que vira um hino de verdade como é o caso desta música, ou, ainda, outra que é um pouquinho mais conhecida.

    Mas, só pra não passar batido – pelo menos temos “São Paulo”, do 365, na versão mais famosa do Inocentes.

    Frio e garoa na escuridão é o que São Paulo é pra mim mesmo. Pena que, hoje, a coisa tá mais pra pânico mesmo.

    Que falta faz uma boa banda com identificação local.

    Histórias para bois e outros seres dormirem

    Escrito em 30/December/2009, 8:34 em crônicas, línguas, meta, pirações | 3 comentários

    Pra quem não percebeu pelos últimos posts, ou não leu o que escrevi antes, gosto muito de escrever histórias. Sempre foi a área em que me dei melhor na escola.

    Uma das razões principais de eu ter criado este blog foi exatamente pra ter a oportunidade de poder escrever histórias e artigos em português sem ter de me preocupar muito com o conteúdo, ou com o que as pessoas iriam achar – afinal, é um blog feito pra ter conteúdo pessoal mesmo, então não tenho que me preocupar com alguém acessando o site do outro lado do mundo pra tirar uma dúvida de ActionScript e acabar se deparando com uma história estranha sobre gaivotas, velhos homens anônimos, ou outros seres parecidos.

    Escrever histórias do tipo das que gosto de escrever acaba sendo um exercício de criatividade imenso. Acho que é por isso que gosto de escrevê-las. Pode não parecer, mas pra mim, as histórias que conto não são aquela coisa de escrever uma experiência anterior disfarçada de ficção só pra poupar os envolvidos: nunca estou falando de mim ou de algo que aconteceu e quero botar pra fora, mas sim tentando fazer uma metáfora de lições de vida (tão pretensioso como isso possa soar) ou só situações interessantes/irônicas que imaginei.

    Por uma feliz coincidência (ou não), há um tempo atrás comecei a sair com uma garota que quase todo dia me pedia pra contar uma história pra ela antes de dormir – ao vivo, ou via instant messenger. Cheguei a ler histórias de livros de fábulas (ótimo pra praticar o inglês por sinal), mas o que me dava mais prazer era bolar alguma história na hora.

    É por isso que muitas das histórias que escrevo aqui são baseadas em contos ou argumentos trazidos de outras histórias, como contos chineses. O que eu fazia era procurar alguma história rapidamente, ler mais ou menos a premissa básica, e começar re-contar a história com modificações próprias, inventando alguma história diferente no decorrer do processo. Às vezes, só um personagem ou uma frase já serviam de ponto de partida. Pra se ter uma noção, uma das histórias mais tristes que contei usava uma frase da letra da música de abertura do desenho Sawamu, o Demolidor como ponto de partida (a parte que fala dos insetos dos charcos). E quando paro pra pensar, muitas das histórias que eu escrevia quando era mais novo se baseavam na mesma receita: eu assistia alguma propaganda de filme, imaginava do que se tratava o filme, e escrevia uma redação com a história, ou só baseada num personagem específico (e depois, quando eu ia ver o filme, ele geralmente não tinha nada a ver com o que eu tinha escrito).

    O relacionamento no final das contas não durou muito tempo, e acabou como a maioria dos meus contos acabam – sem um final feliz. Mas as histórias ficaram; salvas no histórico do MSN, escritas rapidamente num arquivo txt qualquer, ou até mesmo anotadas com pressa num post-it, tenho uma série de histórias prontas para serem traduzidas ou reescritas em português.

    Mas, mais importante, ficou acesa a chama da escrita. Não só nas histórias já elaboradas que estão esperando pra serem postadas, mas nas idéias que ainda estão surgindo a todo momento, uma vez que a prática do exercício de imaginação foi relembrado.

    Enfim, tudo isso pra dizer, não se surpreendam se a partir de agora eu postar mais histórias estranhas aqui do que outra coisa. Minha cabeça anda coçando.

    O cego e o sol

    Escrito em 27/December/2009, 9:46 em crônicas | 1 comentário

    Era uma vez um homem cego que não sabia como era o Sol. Ele então decidiu pedir a outras pessoas para lhe explicarem.

    Primeiro, ele perguntou a um amigo como era o Sol. “O Sol é grande e redondo, como uma grande panela”, disse o amigo, que era cozinheiro. Então o cego pegou uma panela emprestada, e passou a tateá-la, para sentir sua forma. A panela, no entanto, era feita de um metal frio, e ele sabia que o Sol não era frio, já que ele podia sentir o calor dos raios solares em sua pele. Insatisfeito, ele decidiu perguntar sobre o Sol a outra pessoa.

    Mais tarde, ele encontrou um velho conhecido que trabalhava vendendo velas. Questionado sobre o Sol, sua resposta foi breve: “O Sol é brilhante e irradia luz, como as velas que vendo”. No entanto, o cego não conhecia a luz, portanto, essa resposta também não o satisfez.

    No dia seguinte, enquanto fazia suas compras, ele decidiu perguntar ao vendedor do mercado sobre o Sol. “O Sol é como este ovo que você acabou de comprar”, respondeu o vendedor. Mas o cego sabia que o ovo era frágil e que se quebraria ao ser apertado, ou ainda que apodreceria em breve, caso não fosse consumido; o Sol, ao contrário, já existia há muito tempo, e era improvável que se quebraria ou apodreceria tão logo. Assim, esse exemplo também não o deixou feliz.

    Chegando em casa, pensativo, o cego finalmente perguntou a seu vizinho, professor, como era o Sol. “O Sol é uma gigantesca massa esférica composta de plasma e gases”, disse o professor, “e também a principal força gravitacional de nosso sistema solar”. Esta explicação, no entanto, era complexa demais para ele, e mais uma vez, deixou-o insatisfeito.

    Passados alguns dias, obstinado em tentar achar uma resposta, o homem cego recebeu uma notícia através de um primo. “Um monge muito sábio está passando pela cidade”, disse ele. “Por que você não o visita para perguntar sobre o Sol?”. Ansioso, o cego decidiu visitar o templo onde o monge estava hospedado naquele mesmo dia. Afinal, um monge tão sábio saberia explicar o Sol para um homem cego.

    Lá chegando, explicou sua história para os guardiões do templo, e pediu uma audiência com o sábio monge para que pudesse pergunta sobre o Sol. Quando finalmente foi atendido, e posto na presença do sábio monge, fez uma simples pergunta: “Como é o sol?”.

    “O Sol flutua no céu, e aquece minha pele durante o dia”, disse o monge. “Ele também traz luz àqueles à minha volta, ajuda as plantas a crescerem, e as roupas a secarem no varal”, concluiu.

    Surpreso, o cego finalmente exclamou, depois de alguns segundos de silêncio, “mas isso eu já sabia! É exatamente o que o Sol é para mim!”, disse o cego.

    “Então é isso que o Sol é”, declarou o monge, sorrindo. “Temos a tendência de ver, sentir, ou entender as coisas que fazem parte de nossa vida através do funil de nossas experiências. Assim como o cozinheiro vê uma panela quando olha para o Sol, ou o vendedor de velas vê a chama que traz luz, o cego sente o calor em sua pele. Ao invés de tentar enxergar o Sol através dos olhos de outras pessoas, procure aceitá-lo como ele é – como é para você, porque é isso que importa. Meras descrições não vão fazê-lo entender o que outras pessoas sentem, assim como ninguém terá a mesma percepção que você tem do Sol.”

    Satisfeito com a explicação, o cego foi para casa e nunca mais precisou se perguntar como era o Sol.

    Dia de neve

    Escrito em 20/December/2009, 10:03 em choque, nova york | 2 comentários

    Ontem à tarde finalmente nevou em Nova York – uma neve que só parou de cair esta manhã. Foi o primeiro dia de “tempestade de neve” deste inverno, e já bateu recorde dos anos recentes – com 14 polegadas 35 centímetros de neve segundo medições oficiais, é a maior precipitação desde 2003 (informações ouvidas na TV, então, sem links para fontes, sinto).

    Mas digo “tempestade” entre aspas porque, na realidade, é algo bastante brando e fácil de lidar. Eu diria que é até mesmo uma bela mudança.

    Frost street

    Nova York tem uma coisa interessante: apesar de não ser uma das regiões mais frias dos Estados Unidos (a temperatura média nas últimas semanas tem sido “só” 0ºC), ela acaba sendo vítima de um fenômeno bizarro – os túneis de vento que se formam entre os quarteirões, devido à forma como a maioria das avenidas e ruas foi criada (baseada num grid). Então é normal estar uma temperatura até suportável, mas dependendo de onde você está, você pega um vento frio absurdo contra você que faz a sensação de temperatura ser muito pior. Nesse sentido, as últimas semanas têm sido bastante instrutivas pra mim, Brasileiro acostumado a temperaturas mais amenas – você entende que a razão de alguém usar cachecol não é meramente estética, deixa de achar ceroulas calças térmicas engraçadas, compreende a diferença que agasalhos de verdade fazem, e aprende a diferença entre os dois principais tipos de luva (que são, também, bastante necessárias).

    A parte mais interessante é que tudo isso parece mudar um pouco com a neve. Por algum motivo, com a neve, o clima ficou mais estável – os ventos simplesmente sumiram – e por isso, apesar da queda da temperatura e da neve que sobre o chão, é tudo muito mais suportável: você consegue ficar na rua com a cabeça descoberta, o que é um avanço descomunal em relação às últimas semanas.

    Frost street

    É também interessante ver a reação das pessoas à neve. Em certo sentido, é uma grande chateação – é mais difícil de caminhar, serviços essenciais ficam prejudicados (a coleta de lixo, por exemplo, foi adiada esta semana), e você é obrigado a fazer uma série de coisas pra se livrar da neve (caso contrário, você pode ser processado se alguém, por exemplo, escorregar na sua calçada – coisas de um país litigioso). Imagino que dirigir nesses condições deve ser algo bizarro também.

    Mas, ao mesmo tempo, o tapete branco traz consigo uma certa atitude positiva ao coração das pessoas. Começou ontem mesmo, quando andando por Manhattan, percebi a neve caindo (então uma poeira fina) e a reação de encanto na cara de boa parte dos pedestres. E hoje, em plena madrugada de domingo pós-tempestade, vi muito mais pessoas nas ruas do que de costume – muitas limpando a calçada, é verdade, mas várias também simplesmente paradas, olhando em volta e admirando a mudança.

    Snow on the sidewalk

    A neve em si é muito do que me falaram; parece areia, em consistência, embora seja mais fofa. Você pisa em 30cm de neve e a coisa se reduz a uns 2cm de gelo. Daí o motivo de se fazer bolas de neve – você tem de amassar uma boa quantidade de neve na mão, até ela se solidificar o suficiente pra manter a forma. Do mesmo modo, como muito da neve é só ar, você entra em algum lugar com a roupa coberta de neve e depois de poucos minutos ela já evaporou, sem chegar a encharcar nada (botas razoavelmente à prova d’água são definitivamente necessárias pra andar na rua, no entanto, já que os pés têm de lidar com muito mais neve).

    Não vi guerras de bolas de neve nem homens de gelo por aqui – é algo que seria bastante difícil, de certo modo porque não tem tantas crianças na região, e também porque comparado a outras regiões do país, a neve que cai aqui é muito pouca e durante pouco tempo (fica suja rapidamente) pra permitir a construção de grandes estruturas. Mas, ao mesmo tempo, ainda não visitei os parques do bairro ainda, então fica difícil de julgar só pela minha rua.

    Vendo o frio que fez no final do outono e agora no começo do inverno, eu tava meio temeroso com a neve e o frio que ela iria trazer – com o vento frio é muito mais chato andar na rua, fazer qualquer tipo de exercício, ou simplesmente sair pra fazer alguma coisa diferente. Mas a mudança de temperatura sentida trazida pela neve, por enquanto, tem sido positiva.

    O homem e as gaivotas

    Escrito em 12/December/2009, 17:41 em crônicas | 3 comentários

    Era uma vez um homem que vivia no litoral, numa cabana simples do lado de uma praia.

    A praia vivia deserta, já que possuía muitas pedras, além de estar distante de qualquer estrada. Assim, na maior parte do tempo, gaivotas tomavam conta da areia.

    O homem que vivia nesta praia adorava as gaivotas. Ele as considerava suas amigas, e frequentemente brincava com elas, fazia carinho nelas, ou simplesmente as observava. Todas as manhãs, centenas de gaivotas vinham lhe fazer companhia em sua caminhada diária, e isso o deixava feliz pelo resto do dia.

    Um conhecido de uma cidade próxima, sabendo disso, veio ao homem e disse, “Eu ouvi dizer que as gaivotas adoram você, e que deixam você se aproximar delas sem fugir, ao contrário do que elas fazem com outras pessoas. Quero que você capture duas delas para mim, para eu poder fazer sopa de gaivota na janta. Vou lhe pagar muito bem.”

    No dia seguinte, o homem foi para a praia e, como sempre, foi recebido pelas gaivotas, que o rodeavam. Rapidamente, para surpresa das gaivotas, o homem capturou duas aves pelo pescoço, e as levou para seu conhecido da cidade.

    Seu conhecido ficou muito feliz de receber as gaivotas, e pagou uma quantidade considerável de dinheiro para o homem, como havia prometido. Assim, à noite, seu conhecido fez sopa de gaivotas, e a sopa era deliciosa. Ele disse para o homem, “Eu tenho um restaurante, e gostaria de servir esta deliciosa sopa de gaivota todo dia. Eu comparei todas as gaivotas que você me trouxer!”

    O homem voltou para sua cabana na praia muito feliz, contando o dinheiro que havia ganho e fazendo planos para o futuro. “Se eu fizer isso só por um mês”, ele pensou, “ficarei rico!”

    Na manhã seguinte, como de costume, ele caminhou em direção à praia, esperando ser recebido pelas gaivotas e capturar mais duas aves que ele poderia vender para seu conhecido.

    No entanto, para sua surpresa, nenhuma das gaivotas se aproximou dele.

    “Eu só quero brincar com vocês!”, disse o homem. Mas ainda assim, elas se mantiveram à distância dele, voando para longe quando ele tentava se aproximar delas.

    Desolado, ele voltou para casa e resolveu tentar novamente no dia seguinte.

    Na manhã seguinte, novamente, nenhuma das gaivotas se aproximou dele. Desesperado, ele até mesmo tentou correr atrás delas, capturando-as à força, sem sucesso.

    Ele continuou tentando por uma semana, mas o mesmo se repetia todo dia. Ele não conseguira capturar nenhuma gaivota, já que elas não deixavam ele se aproximar.

    Percebendo que o homem não conseguia capturar mais nenhuma gaivota, seu conhecido lhe disse, “Desisto da sopa de gaivota. É muito difícil capturá-las, e meu restaurante demanda regularidade no cardápio. Assim, não comprarei nenhuma gaivota de você, mesmo se você conseguir pegá-las.”

    Na manhã seguinte, desolado, o homem andou em direção à praia para sua caminhada matinal. Ele já não queria capturar nenhuma gaivota. Só estava se sentido solitário e arrependido de ter feito o que fez, e precisava de um pouco de companhia.

    Ainda assim, nenhuma das gaivotas se aproximou do homem.

    Elas não brincaram com o homem, nem deixaram ele se aproximar. Elas mantiveram a distância.

    Para sempre.

    Redo from start

    Escrito em 9/November/2009, 14:05 em choque | 1 comentário

    Agora vou assumir o Philip Steffen que existe dentro de mim e falar: essa merda tá toda errada.

    Hoje, no almoço, estava conversando com dois amigos daqui da Firstborn sobre cidades e meu discurso acabou, como sempre, caindo na explicação de como Nova York funciona melhor do que São Paulo, especialmente no quesito do espaço para as bicicletas – coisa que às vezes acabo esquecendo simplesmente porque já me acostumei com os costumes locais.

    Andar de bicicleta em Nova York é muito melhor por três motivos: primeiro, porque tudo é mais plano; segundo, porque o trânsito dá mais respeito ao pedestre e ao ciclista (tráfego mais organizado, com mais espaço entre os veículos, e não tão baseado em vias expressas como em São Paulo); e terceiro, porque todo lugar tem ciclovias de verdade, que te levam de um ponto ao outro – ou melhor, ciclofaixas, já que o pessoal já entendeu que bicicleta é meio de transporte, e não só de lazer. Quer ver como a coisa é levada a sério por aqui?

    E tudo isso que eles mostram no vídeo não é num canto ou outro não, é na cidade inteira.

    Não vou discorrer muito sobre o assunto porque já nem faz mais sentido. Mas comprei uma bicicleta logo nas primeiras semanas que cheguei aqui e vou falar: é outra coisa.

    São Paulo é refém dos automóveis, e aparentemente vai continuar sendo assim pra sempre, muito embora seja um meio de transporte mais saudável e eficiente mesmo na irregular topografia paulista. Quando você espera ver um secretário, vereador, engenheiro, ou seja o que for da prefeitura andando de bicicleta nas ruas?

    Como bom engenheiro de software, eu diria que tem de botar tudo abaixo e começar do zero – não tem refactoring que salve mais. Difícil acontecer, no entanto.

    Mas tudo bem. Quando o apocalipse chegar, só as bicicletas sobreviverão.