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	<title>pessoal.zehfernando.com &#187; pirações</title>
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		<title>Promessas de ano novo</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 20:29:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[nova york]]></category>
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		<description><![CDATA[Não sou muito de fazer resoluções ou promessas de ano novo, mas decidi fazer uma este ano: tirar uma foto de Nova York por dia. E criei um blog separado no tumblr, chamado &#8220;366 dias em Nova York&#8221;, pra isso. A (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2012/promessas-de-ano-novo/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou muito de fazer resoluções ou promessas de ano novo, mas decidi fazer uma este ano: tirar uma foto de Nova York por dia. E criei <a href="http://366diasemnovayork.tumblr.com/">um blog separado</a> no tumblr, chamado &#8220;366 dias em Nova York&#8221;, pra isso. A idéia é tirar uma foto por dia e escrever uma breve descrição do que está retratado na foto do meu ponto de vista de Paulistano.</p>
<p>Agora que já postei duas fotos diferentes, o interessante é perceber que sair com a câmera na mão acaba rendendo dezenas de oportunidades diferentes para ótimas fotos. É um exemplo extremo da efemeridade fotográfica proporcionada pelas câmeras digitais: saio com a idéia de tirar só uma foto boa, mas acabo sendo obrigado a selecionar entre uma dúzia de ótimas opções. Estou tendo de me segurar na hora de tirar as fotos, investindo num assunto de cada vez e guardando algumas idéias para outros dias.</p>
<p>Vamos ver por quanto tempo consigo manter a idéia.</p>
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		<title>Confissões da selva de pedra</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 15:17:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[nova york]]></category>
		<category><![CDATA[pirações]]></category>

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		<description><![CDATA[Existe algo sobre andar em Nova York que me fascina e me refresca a mente. Talvez sejam as luzes, talvez os prédios, talvez a quantidade de pessoas que você sempre vê caminhando. Talvez seja a similaridade com São Paulo, e (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2011/confissoes-da-selva-de-pedra/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existe algo sobre andar em Nova York que me fascina e me refresca a mente.</p>
<p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/11/IMG_20111116_193210.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1039" title="New York, 3rd Ave" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/11/IMG_20111116_193210-1024x768.jpg" alt="New York, 3rd Ave" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Talvez sejam as luzes, talvez os prédios, talvez a quantidade de pessoas que você sempre vê caminhando.</p>
<p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/11/IMG_20111116_193347.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1040" title="New York, 3rd Ave" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/11/IMG_20111116_193347-1024x768.jpg" alt="New York, 3rd Ave" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Talvez seja a similaridade com São Paulo, e o reconhecimento que me traz memórias do período em que me mudei de volta pra Sampa pra fazer o segundo grau.</p>
<p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/11/IMG_20111116_193442.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1041" title="New York, 3rd Ave" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/11/IMG_20111116_193442-1024x768.jpg" alt="New York, 3rd Ave" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Talvez seja a facilidade de locomoção, que faz com que a caminhada seja algo que você faz com prazer ao invés de ser só mais um passo numa longa viagem.</p>
<p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/11/IMG_20111116_224047.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1042" title="New York, 3rd Ave" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/11/IMG_20111116_224047-1024x768.jpg" alt="New York, 3rd Ave" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Talvez sejam os turistas, que de certo modo, com sua falta de direção, fazem com que você sempre veja a cidade com novos olhos.</p>
<p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/11/IMG_20111116_225211.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1043" title="New York, 3rd Ave" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/11/IMG_20111116_225211-1024x768.jpg" alt="New York, 3rd Ave" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Talvez seja o fluxo constante, fazendo com que pequenas mudanças &#8211; como um novo andaime numa calçada que você já conhece, ou a remoção do mesmo, revelando uma nova fachada &#8211; seja algo surpreendente.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/zehfernando/6376724961/in/photostream/"><img class="aligncenter" title="New York, Flatiron Building" src="http://farm7.staticflickr.com/6212/6376724961_50bf1a7e12.jpg" alt="New York, Flatiron Building" width="500" height="343" /></a></p>
<p>Talvez seja diferente com outras pessoas. Cada um vai ver esta cidade, e mesmo outras cidades, de um jeito diferente. Mas a independente das razões, a verdade é que andar por Nova York (a qualquer hora do dia) sempre me deixa em ótimo humor. Muitas vezes, depois de um dia stressante, ou uma semana cansativa, acabo sendo surpreendido com o quanto os edifícios ao meu redor conseguem elevar meu espírito. É algo difícil de explicar, mas mesmo hoje, após mais de dois anos vivendo aqui, é reconfortante perceber que esse efeito reinvirogante não se dissipou.</p>
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		<title>Ô psit!</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Jul 2011 13:47:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[pirações]]></category>

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		<description><![CDATA[Se tem uma coisa que sinto falta na TV, é dos Trapalhões. Engraçado como o quarteto conseguia alternar momentos de comédia nonsense mas extremamente engraçada (no programa de TV semanal) com momentos tocantes (nos filmes). Poucas cenas ficaram marcadas na (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2011/o-psit/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se tem uma coisa que sinto falta na TV, é dos Trapalhões.</p>
<p><iframe width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/k72z4FIAyS4?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Engraçado como o quarteto conseguia alternar momentos de comédia nonsense mas extremamente engraçada (no programa de TV semanal) com momentos tocantes (nos filmes). Poucas cenas ficaram marcadas na minha memória quanto algumas das cenas dos filmes dos Trapalhões &#8211; que eu sempre tinha a sorte de ir assistir no cinema com meus pais.</p>
<p>Mussum era gênio:</p>
<p><iframe width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/rWCuBBuZ51A?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Mas ainda choro quando vejo essa cena:</p>
<p><iframe width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/hkirjYsKC2s?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Muito já discutido sobre o quarteto, como as brigas internas que leveram à racha do grupo e as brigas por direitos autorais que fazem com que boa parte do seu acervo não esteja disponível comercialmente. No entanto, graças ao YouTube, a memória que fica é, para mim, é esta:</p>
<p><iframe width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/A85lIztoKAc?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Variações da palavra impressa</title>
		<link>http://pessoal.zehfernando.com/2011/variacoes-da-palavra-impressa/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 Jul 2011 20:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[pirações]]></category>

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		<description><![CDATA[Há uns meses atrás, tipo o prazer de ser presenteado pela Meagan com uma assinatura da revista Wired. Eu já tinha lido vários artigos da revista (a maioria online) e até comprava ela às vezes no Brasil quando algum assunto (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2011/variacoes-da-palavra-impressa/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há uns meses atrás, tipo o prazer de ser presenteado pela Meagan com uma assinatura da revista <a href="http://www.wired.com/">Wired</a>. Eu já tinha lido vários artigos da revista (a maioria online) e até comprava ela às vezes no Brasil quando algum assunto específico me interessava, então já conhecia bem a publicação.</p>
<p>No entanto, uma coisa que eu não andava fazendo muito desde que me mudei pra Nova York era ler publicações impressas com muita frequência. Foi isso que esse presente me deu a oportunidade de fazer gastar um tempo lendo uma revista, todo mês, de forma consistente, ao invés de artigos esporádicos indicados por algum amigo ou algum website.</p>
<p>Assim, ler a Wired todo mês me fez acordar pra algo que, de certa forma, eu já sabia, mas não tinha muita idéia da escala: revistas Brasileiras são, em sua maioria, um lixo imenso.</p>
<p>O que me surpreendeu é que, sem exceção, a cada número da Wired que eu encontro, 90% das matérias (por mais esdrúxulas ou aleatórias que sejam) são matérias que me despertam o interesse. Mais do que isso, as matérias não são superficiais (a maioria é extremamente longa), nem tampouco ofendem a inteligência do leitor por tentarem passar opinião como fato &#8211; o conteúdo editorial é, em sua maioria, bastante neutro, de modo a deixar o leitor tomar suas próprias conclusões. São matérias que me ensinam algo novo, ao invés de tentar me vender alguma coisa ou repetir algo que eu já sei.</p>
<p>Em suma, o que me deixou surpreso é o quanto minha <em>apreciação</em> da revista é consistente, mês após mês.</p>
<p>Especialmente se eu comparo isso com qualquer outra publicação das que eu lia quando estava em São Paulo.</p>
<p>Infelizmente, isso é um pouco como comparar laranjas com maçãs, dado o fato de que não existe um equivalente à Wired no mercado Brasileiro. Mas a impressão que me dá agora é que revistas publicadas no Brasil sempre estão ou tentando atingir o mínimo denominador comum, ou estão com uma agenda própria que ou ofende quem lê, ou repete o que o leitor já pensa com uma retórica digna de segundo grau (caso da <a href="http://veja.abril.com.br/">revista com maior circulação no Brasil</a>).</p>
<p>Existem exceções. Lembro de ter lido algumas edições da Revista Web Design (precursora da <a href="http://www.revistawide.com.br/">Revista Wide</a>) e fiquei surpreso com a qualidade editorial, dado o mercado restrito que a revista visa atender; a <a href="http://super.abril.com.br/home/">Superinteressante</a> parece estar voltando às origens e trabalhando pra manter a inteligência de seus leitores ao invés de drená-la com matérias escritas pra serem copiadas em trabalhos de escola na sexta série; e a <a href="http://revistapiaui.estadao.com.br/">Piauí</a>, pelo que me disseram, é muito boa. Mas ainda assim, eu não consigo me lembrar de nenhum momento em que eu terminei de ler uma revista <em>inteira</em> e, ao fechar a publicação, disse pra mim mesmo, &#8220;<em>cacete, essa revista é boa pra caralho</em>&#8220;.</p>
<p>Já com a Wired eu faço isso toda hora.</p>
<p>E não é só a Wired. A <a href="http://www.time.com/time/">Time</a> e até mesmo a <a href="http://www.fastcompany.com/">Fast Company</a> são revistas que leio de vez em quando só porque alguma matéria me atraiu e termino surpreso com a qualidade editorial.</p>
<p>Obviamente que existem revistas escrotíssimas nestas terras. Mas não são a maioria das <a href="http://www.infoplease.com/ipea/A0301522.html">mais vendidas do país</a>, como parece ser o caso no Brasil.</p>
<p>Falar isso dessa forma é meio foda e me dá um certo nó na garganta. Fico imaginando que alguém vai ler o artigo e me chamar de traidor nos comentários. Dá aquela impressão de que estou falando &#8220;<em><a href="http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&amp;v=p7Z6Cnu665k#t=101s">Nosssa, mas os gringos são muuuito melhores</a></em>&#8220;. Não é o que penso, mas é o que o mercado editorial Brasileiro me parece, agora, em comparação, depois de dois anos exposto aos títulos locais.</p>
<p>Isso me traz ao segundo ponto deste artigo: capas de revistas.</p>
<p>Isso é outra coisa que comecei a prestar atenção há alguns anos. Quando eu trabalhava na <a href="http://www.grafikonstruct.com.br/">Grafikonstruct</a>, parava sempre pra comprar quadrinhos numa banca de jornais em frente ao Conjunto Nacional. Lá eles têm muitas revistas importadas (as mesmas Newsweek, Time, Wired, e mais alguns outros títulos distribuidos ao redor do mundo) e vendo elas todas reunidas num canto, era gritante a disparidade entre a qualidade das capas das revistas gringas em comparação às equivalentes nacionais.</p>
<p>Um exemplo, da capa mais recente da Wired:</p>
<p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/07/wired.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-930" title="Wired cover" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/07/wired.jpg" alt="Wired cover" width="155" height="211" /></a></p>
<p>Composição simples: a matéria principal da revista ganha o foco (ilustração bem bacana, aliás). Elementos adicionais são mostrados no topo, mas sem tentar chamar a atenção demais. A tipografia é consistente e o peso determina a importância. Nada muito gritante. Não é a melhor capa que eles já fizeram, mas é uma boa capa.</p>
<p>Uma capa da Veja:</p>
<p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/07/veja.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-931" title="Revista Veja" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/07/veja-232x300.jpg" alt="Revista Veja" width="163" height="211" /></a></p>
<p>Mais uma das capas onde eles querem fazer teatrinho e fazem algum tipo de foto-montagem com atores pra matéria principal, que é explicada sempre com um bloco de texto enorme, onde há pouca distinção entre título e corpo; pior, sempre listando itens da matéria de uma forma que tenta ser didática, mas que acaba dando a impressão de que a capa foi feita no Power Point. Itens adicionais no topo brigam pelo espaço e todos têm sua própria foto.</p>
<p>Não é pior capa que a Veja já fez, mas é bem ruinzinha.</p>
<p>Vejam esta comparação, desta vez entre Time e Veja, mas ambas cuja matéria principal é meio relacionada (conflito de gerações &#8211; embora um seja do ponto de vista comercial, e o outro, do ponto de vista político):</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-932" title="Revista Veja" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/07/veja_c-232x300.jpg" alt="Revista Veja" width="232" height="300" /></p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-933" title="Revista Time" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/07/time_c-226x300.jpg" alt="Revista Time" width="226" height="300" /></p>
<p>A capa da Veja não tem peso nenhum &#8211; tudo tem o mesmo foco. Tampouco existe qualquer contraste de cor; tudo é extremamente colorido. A capa da Time, coincidentemente, lista pontos da matéria, mas usando o peso e espaçamento para distinguir entre cada item; ela não precisar fazer de conta que é um slideshow e colocar pontos no início de cada parágrafo.</p>
<p>Outra coisa que fica óbvia com essas capas: ambas a Time e a Wired listam os autores das matérias principais <em>na capa</em>. Muito frequentemente, é alguém de respeito. Já as matérias da Veja são escritas, sei lá, por alguma entidade desconhecida.</p>
<p>Quando veríamos uma capa destas numa Veja?</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-934" title="Revista Newsweek" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/07/newsweek-225x300.jpg" alt="Revista Newsweek" width="225" height="300" /></p>
<p>Espaço em branco? Mas nem que a vaca tussa. O equivalente Brasileiro seria algo assim:</p>
<p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/07/newsweek_veja1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-937" title="Revista Newsweek, versão Veja" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/07/newsweek_veja1-225x300.jpg" alt="Revista Newsweek, versão Veja" width="225" height="300" /></a></p>
<p>Muito mais colorido. Fotos de capa inteira. Um gradiente desnecessário. Texto listando os pontos (óbvios) da matéria. Ordem de leitura visual questionável. Chamadas não relacionadas, mas com muito mais ênfase, no topo. Caixa alta em tudo.</p>
<p>Obviamente, isso tudo leva à&#8230; capa da Veja São Paulo comemorando os 447 anos de São Paulo:</p>
<p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/07/vejasp.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-936" title="Veja São Paulo" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/07/vejasp-227x300.jpg" alt="Veja São Paulo" width="227" height="300" /></a></p>
<p>É uma capa que tem tanta coisa errada que bate uma tristeza imensa mais do que uma raiva. Algo que deveria ser especial &#8211; 457 anos da cidade, porra &#8211; é celebrado, ao invés, com uma das piores capas que a revista já fez (a Veja São Paulo <a href="http://vejasp.abril.com.br/revista/edicoes-anteriores">não é exatamente brilhante com suas capas</a>, mas tem discernimento pra acertar, às vezes).</p>
<p>O mais triste disso tudo &#8211; evidenciado por posts como <a href="http://rodrigomorbey.posterous.com/o-grande-problema-nao-e-a-capa-da-veja-somos  ">esse</a> e <a href="http://www.lexotando.com/2011/01/24/porra-veja-sp/">esse</a> e seus comentários &#8211; é que nada disso importa. As capas são, sim, horrendas se você tenta julgá-las sob o ponto de vista crítico de design &#8211; mas ninguém liga, porque ninguém <em>percebe</em>, ou pior, acha que tentar se preocupar com o design de algo é ser intelectualóide.</p>
<p>Sei lá. No final das contas, esse é mais um post reclamão. Nada muito edificante.</p>
<p>Mas há um tempo atrás tomei a decisão de ir postando aqui minhas impressões da cidade e da cultura local conforme o tempo, e é inevitável que essas comparações aconteçam; e quando elas acontecem, prefiro escrever aqui do que ignorar o óbvio só pra ficar no super positivo.</p>
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		<title>Promessa de pão e circo, versão 2010</title>
		<link>http://pessoal.zehfernando.com/2010/promessa-de-pao-e-circo-2010/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Aug 2010 21:02:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[pirações]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 3 de outubro, serão realizadas as próximas eleições gerais no Brasil para a escolha do novo presidente, governadores, senadores e deputados. Será minha primeira eleição fora do país, e admito que pouco sei sobre os atuais candidatos (pra não (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2010/promessa-de-pao-e-circo-2010/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 3 de outubro, serão realizadas as próximas <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A7%C3%B5es_gerais_no_Brasil_em_2010">eleições gerais</a> no Brasil para a escolha do novo presidente, governadores, senadores e deputados. Será minha primeira eleição fora do país, e admito que pouco sei sobre os atuais candidatos (pra não falar no processo de <a href="http://www.tse.gov.br/internet/servicos_eleitor/votacao_exterior.htm">voto no exterior</a>).</p>
<p>Talvez seja essa distância que me fez ficar surpreso com coisas como <a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/787678-nao-e-piada-e-a-realidade-diz-tiririca-sobre-slogan-de-campanha.shtml">a candidatura de Tiririca a um posto como deputado federal</a>, bem como suas respostas, digamos, <em>honestas</em> às perguntas feitas pelo repórter.</p>
<p>Mas quando volto no tempo e lembro da última eleição &#8211; a primeira eleição da era YouTube, quando era frequente visitar o site para ver as propagandas eleitorais mais ridículas dos candidatos a vereador &#8211; percebo que, na realidade, nada mudou: candidatos ainda buscam chamar a atenção mais do que apresentar alguma massa encefálica funcional, algum plano concreto, ou algum mínimo conhecimento do que seu país ou estado precisa.</p>
<p>Essa entrevista do Tiririca é um belo exemplo do que há pior em nossa política: um candidato sem plano algum, sem conhecimento algum de qualquer coisa, sendo provavelmente manipulado, vestindo um manto de boas intenções e achando que só isso faz tudo valer a pena, pensando que vai acabar com algum problema que ele nem sabe o que é através de decreto.</p>
<p>Às vezes, penso que é esse tipo de acontecimento que vai despertar o eleitor mais desligado; que é isso que vai fazer as pessoas acordarem e perceberem que vão ter de escolher um bom candidato, e que do jeito que está não pode continuar. Chego a pensar que a Internet e a facilidade de acesso à informação é o que vai fazer o país ir pra frente politicamente, a amadurecer e votar com consciência.</p>
<p>Mas é aí que me lembro de uma anedota que marcou minha vida.</p>
<p>Quando eu tinha uns 18 anos, como todo Brasileiro, tive de me alistar no exército Brasileiro. Fui então ao <em>quartel mais próximo de minha casa</em> pra começar o processo. Nessa primeira (de muitas) visitas que tive de fazer a uma guarnição do exército, fui instruído a me dirigir &#8211; junto com inúmeros outros jovens &#8211; ao pátio do quartel e lá aguardar.</p>
<p>Depois de algumas horas, com o pátio já repleto de jovens de 18 anos (calculo umas 500 pessoas), oficiais do exército começaram a chamar os candidatos para uma triagem inicial. Eles não chamaram por nomes; ao contrário, fizeram uma filtragem por nível de escolaridade, já que eles geralmente mandam os candidatos com maior nível escolar para o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_de_Prepara%C3%A7%C3%A3o_de_Oficiais_da_Reserva">CPOR</a>.</p>
<p>A primeira coisa que o oficial encarregado de chamar os candidatos fez foi chamar candidatos que faziam faculdade. Um candidato levantou a mão, e foi instruído a criar uma fila separada.</p>
<p>Logo após, o oficial chamou candidatos que estavam prestando vestibular. Umas 2 pessoas levantaram a mão, e foram instruídas a se juntarem à nova fila.</p>
<p>Em seguida, o oficial chamou os candidatos que tinham concluído o segundo grau (meu caso). Cerca de 6 pessoas levantaram a mão, e foram também instruídas a se juntarem à nova fila.</p>
<p>O oficial então chamou os candidatos que estavam no último ano do segundo grau, instruindo-os a se juntarem à fila, e assim sucessivamente, até que a fila &#8211; ordenada pelo nível escolar do candidato &#8211; estava com um bom tamanho. O oficial parou de chamar novos recrutas após pedir candidatos com a quinta série do primário concluída.</p>
<p>75% dos candidatos ainda estava no pátio, esperando ser chamado. Todos haviam parado de estudar na quarta série, ou inferior.</p>
<p>Cercados pelo nosso mundo de computadores, celulares, Twitter, Facebook e o escambal, é fácil pra gente esquecer de uma coisa: o Brasil não é um país que prima pela igualdade social. Existe um enorme contraste em como a população vive, e no nível educacional de cada cidadão, mesmo em São Paulo. O voto é obrigatório para todos, mas <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u446223.shtml">um décimo da população</a> não sabe ler ou escrever, e <a href="http://www.teleco.com.br/internet.asp">aproximadamente 60%</a> sequer tem acesso à Internet. E eu achando que todo mundo iria usar algum bom guia de candidatos disponível e um pouco de pesquisa no Google pra escolher o melhor candidato. Ledo engano.</p>
<p>O resultado disso é que, quando chega uma eleição, não tem muito o que fazer. Não é mandando spam ou fazendo post em blog que a coisa vai ser sanada ou que as pessoas vão resolver votar com consciência. A grande maioria da população vai decidir em quem votar baseado em quem faz a propaganda mais engraçada na TV, ou em quem faz mais propaganda (ilegal) no dia da eleição &#8211; e esse é todo o acesso que eles terão aos políticos.</p>
<p>O primeiro problema do Brasil não é a política, não é a economia. É a educação. Fruto da influência cultural, de problemas gerados há décadas atrás, das capitanias hereditárias, da escravidão, ou de qualquer outro fator, já não importa; o problema está aqui e não vai embora sozinho. E enquanto isso não for arrumado, vamos continuar elegendo imbecis só porque eles são conhecidos ou personagens que chamam a atenção, <a href="http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/nao-imite-dilma-conte-verdade-curriculo">gente que mente no currículo e fica impune</a>, ou qualquer outro que <em>rouba mas faz</em>.</p>
<p>Vou votar como fiz antes: escolhendo meu candidato &#8211; usando o Google e outros guias &#8211; e deixando o nome e o número anotado pra checar depois se ele ou ela fez um bom serviço. Mas já deixei de esperar que a maioria da população faça o mesmo.</p>
<p>Outros se fazem de palhaço, mas quem leva a torta na cara é a gente.</p>
<p>Sei que você não vai ler isso, mas parabéns, Brasil. A merda só tá ficando mais profunda.</p>
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		<title>Histórias para bois e outros seres dormirem</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 15:34:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[línguas]]></category>
		<category><![CDATA[meta]]></category>
		<category><![CDATA[pirações]]></category>

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		<description><![CDATA[Pra quem não percebeu pelos últimos posts, ou não leu o que escrevi antes, gosto muito de escrever histórias. Sempre foi a área em que me dei melhor na escola. Uma das razões principais de eu ter criado este blog (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2009/historias-para-bois-e-outros-seres-dormirem/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pra quem não percebeu pelos últimos posts, ou <a href="http://pessoal.zehfernando.com/2009/enquanto-isso-na-cidade-de-townsville-acabou-a-tinta-da-impressora/">não leu o que escrevi antes</a>, gosto muito de escrever histórias. Sempre foi a área em que me dei melhor na escola.</p>
<p>Uma das razões principais de eu ter criado este blog foi exatamente pra ter a oportunidade de poder escrever histórias e artigos em português sem ter de me preocupar muito com o conteúdo, ou com o que as pessoas iriam achar &#8211; afinal, é um blog feito pra ter conteúdo <em>pessoal</em> mesmo, então não tenho que me preocupar com alguém acessando o site do outro lado do mundo pra tirar uma dúvida de ActionScript e acabar se deparando com uma história estranha sobre gaivotas, velhos homens anônimos, ou outros seres parecidos.</p>
<p>Escrever histórias do tipo das que gosto de escrever acaba sendo um exercício de criatividade imenso. Acho que é por isso que gosto de escrevê-las. Pode não parecer, mas pra mim, as histórias que conto não são aquela coisa de escrever uma experiência anterior disfarçada de ficção só pra poupar os envolvidos: nunca estou falando de mim ou de algo que aconteceu e quero botar pra fora, mas sim tentando fazer uma metáfora de <em>lições de vida</em> (tão pretensioso como isso possa soar) ou só situações interessantes/irônicas que imaginei.</p>
<p>Por uma feliz coincidência (ou não), há um tempo atrás comecei a sair com uma garota que quase todo dia me pedia pra contar uma história pra ela antes de dormir &#8211; ao vivo, ou via instant messenger. Cheguei a ler histórias de livros de fábulas (ótimo pra praticar o inglês por sinal), mas o que me dava mais prazer era bolar alguma história na hora.</p>
<p>É por isso que muitas das <a href="http://pessoal.zehfernando.com/category/cronicas/">histórias que escrevo aqui</a> são baseadas em contos ou argumentos trazidos de outras histórias, como <a href="http://www.chinapage.com/story/story.html">contos chineses</a>. O que eu fazia era procurar alguma história rapidamente, ler mais ou menos a premissa básica, e começar re-contar a história com modificações próprias, inventando alguma história diferente no decorrer do processo. Às vezes, só um personagem ou uma frase já serviam de ponto de partida. Pra se ter uma noção, uma das histórias mais tristes que contei usava uma frase da letra da <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Wt85tL4pYX4">música de abertura do desenho <em>Sawamu, o Demolidor</em></a> como ponto de partida (a parte que fala dos insetos dos charcos). E quando paro pra pensar, muitas das histórias que eu escrevia quando era mais novo se baseavam na mesma receita: eu assistia alguma propaganda de filme, <em>imaginava</em> do que se tratava o filme, e escrevia uma redação com a história, ou só baseada num personagem específico (e depois, quando eu ia ver o filme, ele geralmente não tinha nada a ver com o que eu tinha escrito).</p>
<p>O relacionamento no final das contas não durou muito tempo, e acabou como a maioria dos meus contos acabam &#8211; sem um final feliz. Mas as histórias ficaram; salvas no histórico do MSN, escritas rapidamente num arquivo <em>txt</em> qualquer, ou até mesmo anotadas com pressa num post-it, tenho uma série de histórias prontas para serem traduzidas ou reescritas em português.</p>
<p>Mas, mais importante, ficou acesa a chama da escrita. Não só nas histórias já elaboradas que estão esperando pra serem postadas, mas nas idéias que ainda estão surgindo a todo momento, uma vez que a prática do exercício de imaginação foi relembrado.</p>
<p>Enfim, tudo isso pra dizer, não se surpreendam se a partir de agora eu postar mais histórias estranhas aqui do que outra coisa. Minha cabeça anda coçando.</p>
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		<title>Algo entre formiga e sardinhas</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 20:02:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[choque]]></category>
		<category><![CDATA[nova york]]></category>
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		<description><![CDATA[São Paulo é uma cidade lotada. Acho que nossos governantes perceberam isso: eu costumo dizer que o único papel dos governos municipal e estadual de São Paulo é tornar a cidade tão insuportável para todos que as pessoas vão querer (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2009/algo-entre-formiga-e-sardinhas/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>São Paulo é uma cidade <em>lotada</em>. Acho que nossos governantes perceberam isso: eu costumo dizer que o único papel dos governos municipal e estadual de São Paulo é tornar a cidade tão insuportável para todos que as pessoas vão querer se mudar para outro lugar (resolvendo, assim, o problema da lotação). No meu caso, eles conseguiram, mas é triste ver que nem por isso o declínio do conforto está em vias de parar (se é que dá pra chamar o aperto de um metrô ou ônibus e a velocidade média de 15km/h nas principais vias de &#8220;conforto&#8221;).</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ru0ZoYVR_UQ&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/ru0ZoYVR_UQ&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Fiquei sabendo através de websites da <a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/paulistano-transportado-feito-gado-no-metro/">recente e malfadada tentativa de pôr ordem no metrô</a>, e é interessante pensar como a coisa se compara ao metrô de NY.</p>
<p>O metrô de São Paulo é muito melhor que o metrô de Nova York. As estações são muito mais limpas. É tudo muito mais bonito, mais espaçoso, e mais bem conservado. Tudo parece muito novo. Os trens são rápidos, grandes, com número de portas e vagões padronizados, ótima distribuição interna das barras de suporte para os usuários, e os pontos de parada são bem distantes entre si, permitindo o máximo de velocidade e eficiência no transporte. As estações têm identidade visual muito bem definida, embora nem sempre completamente idênticas, e são, no geral, bastante seguras. O sistema, no geral, é muito novo e avançado &#8211; coisa de dar orgulho.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o metrô de Nova York é muito melhor que o metrô de São Paulo. O metrô está em todo o canto &#8211; existem inúmeras linhas que cobrem a cidade e seus arredores de forma bastante eficaz. Ele funciona 24 horas por dia &#8211; você <em>nunca</em> precisa usar carro, e <em>nunca</em> sai de casa precisando se preocupar em voltar até um horário máximo. A cidade possui uma concentração enorme de pessoas, mas ainda assim, independente do horário, sempre tem bastante espaço dentro do vagão.</p>
<p>É uma comparação estranha. São Paulo tem tudo para ter o melhor sistema, mas acaba ficando devendo no que realmente importa &#8211; cobertura e padrões mínimos de conforto.</p>
<p>Obviamente, tudo se resume na quantidade de vias. Com seus 61 km de vias que vão do ponto A ao ponto B com 2 gargalos horríveis no meio do caminho, é uma difícil comparação ao sistema velho, sujo, mal feito e caótico de Nova York, onde os 369 km disponíveis fazem toda a diferença.</p>
<p>Quando aluguei meu novo apartamento por aqui e me mudei <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Williamsburg,_Brooklyn">pro meu bairro</a>, amigos meus me avisaram que eu poderia pegar o metrô lotado de manhã, pra ir trabalhar, já que existe um certo gargalo naquela região. O resultado? O pior que acontece é eu pegar um metrô onde não posso ler meu livro em pé com muito espaço. Às vezes até acontece de passar um trem lotado que <em>não estou a fim de pegar</em>, porque já me acostumei a um certo nível de conforto, mas logo após sempre passa um mais vazio. No geral, acabo demorando 30 minutos pra chegar no escritório, todo dia.</p>
<p>Quando alguém por aqui me diz que o metrô está lotado, dou risada.</p>
<p>Isso porque, em São Paulo, eu desfrutava do luxo de morar do lado do <a href="http://www.metro.sp.gov.br/redes/vermelha/tebelem.shtml">metrô Belém</a>, na Zona Leste. Resultado? Eu nunca pegava o metrô pra ir pra lugar nenhum de manhã, já que tal tarefa era impossível devido à superlotação. Se precisasse ir trabalhar, pegava um ônibus. O metrô era bastante conveniente nos finais-de-semana, se quisesse ir pro centro, mas em qualquer outro caso, era completamente inútil.</p>
<p>Nova York já foi escrava do carro, há décadas atrás, mas numa <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Robert_Moses#End_of_the_Moses_era">turbulenta mini-revolução</a> acordou desse devaneio e hoje é escrava do pedestre. São Paulo, ao contrário, ainda faz de conta que automóvel é o meio de transporte urbano ideal. E enquanto o governo finge que faz alguma coisa e os Paulistanos fazem de conta que acreditam enquanto compram carros maiores e mais potentes para andar cada vez mais devagar, ou acreditam em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fura-fila">projetos inócuos superfaturados</a>, a rotina na cidade vai ficando cada vez mais difícil de suportar.</p>
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		<title>Aprendendo ActionScript 3</title>
		<link>http://pessoal.zehfernando.com/2009/aprendendo-actionscript-3/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 17:44:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[pirações]]></category>
		<category><![CDATA[trampo]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta semana, publico aqui o conteúdo de minha coluna de cartas do leitor, originalmente publicada nas páginas do Compêndio Anual Regulatório de Análise Linguística e Habilidades Outras. Reproduzido com permissão da editora. Caro Sr. Zeh Fernando, Eu quero criar websites (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2009/aprendendo-actionscript-3/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta semana, publico aqui o conteúdo de minha coluna de <em>cartas do leitor</em>, originalmente publicada nas páginas do <em>Compêndio Anual Regulatório de Análise Linguística e Habilidades Outras</em>. Reproduzido com permissão da editora.</p>
<blockquote><p>Caro Sr. Zeh Fernando,</p>
<p>Eu quero criar websites Flash em ActionScript 3, mas não sei o que eles comem. Pode me ajudar?</p>
<p>Um abraço,<br />
Leitor Assíduo</p></blockquote>
<p>Caro Leitor Assíduo,</p>
<p>Muito pertinente sua dúvida. Essa é uma questão que sempre vem à tona nos círculos intelectuais dos criadores Flash, seja em palestras, mesas de discussão, mesas de bar, ou sarjetas pós-mesa de bar. A criação de sites Flash é algo difícil, e considerando-se a velocidade das mutações à qual o organismo desta plataforma tem passado nos últimos anos, as técnicas para criação e manutenção de websites em Flash estão também em constante mudança.</p>
<p>Para tentar elucidar as questões mais pertinentes e retratar o patamar atual desta parcela tão curiosa de nossa ecologia de interfaces, listo aqui algumas conclusões à qual cheguei após a observação da espécie, não só em cativeiro mas também em seu habitat natural. No entanto, seria difícil para mim discorrer aqui sobre todas as técnicas para criação de websites em ActionScript 3, considerando-se a complexidade do tema, então o que farei é listar algumas das soluções normalmente utilizadas para o aprendizado das tais técnicas. Um meta-ensino, por assim dizer.</p>
<p>Uma das primeiras alternativas para o aprendizado de ActionScript 3 que geralmente vem à mente de criadores amadores é o de utilizar <em>cursos</em> de Flash ou de ActionScript 3.</p>
<p>Talvez eu não seja a melhor pessoa indicada para falar disso &#8211; visto que nunca fiz nenhum curso de ActionScript, Flash ou de nenhuma outra linguagem de programação (com a exceção de algumas aulas de <em>BASIC</em> que tive na escola, quando ainda era um mero pimpolho de 10 anos, um <em>programacultor</em> em formação) &#8211; mas minha sincera opinião é de que cursos desse estilo não funcionam muito bem. Como a maioria das variantes das linguagens de programação orientadas a objeto, ActionScript 3 é um assunto de difícil assimilação e definitamente não é algo que se aprende em 6 meses, ou mesmo em um ano, a menos que o aspirante a programacultor ActionScript já tenha uma boa experiência com outras culturas de linguagem de programação.</p>
<p>Da mesma forma, cursos voltados a plataformas parecidas geralmente tentam atrair e manter o aluno através de <em>resultados rápidos</em>,  o que nem sempre isto é a melhor opção. Existem diferentes formas de criar websites com ActionScript 3, e os melhores métodos a longo prazo são, geralmente, os que levam mais tempo para assimilação. Infelizmente, a grande maioria dos alunos quer ver seus botões em ActionScript 3 desabrochando e saltitantes com o mínimo tempo e esforço, sem se preocupar em aprender as melhores técnicas para seu semeio, ou sem explicar <em>o porquê</em> deles serem criados de uma forma e não de outra. Isso faz com que a longevidade de sua produção sofra, algo que só se percebe tarde demais.</p>
<p>Um último e controverso ponto é de que <em>a maioria</em> dos instrutores encontrados em escolas de programacultura não são exatamente os melhores criadores de websites em ActionScript 3. Infelizmente, instrutores são só isso, <em>instrutores</em>, geralmente pagos para ensinar o semeio de diferentes culturas ao mesmo tempo, sem nunca se focar no cultivo de uma plataforma específica. Isso quer dizer que eles são treinados para passar o conteúdo de uma apostila previamente planejada com louvor, mas possuem limites em seu conhecimento &#8211; resultando num discurso bem linear e unilateral. Questões oriundas de uma mente em aprendizado inquisitiva poderão ficar sem resposta. Pior, seu conhecimento é frequentemente datado, especialmente quando pensamos numa cultura em mutação constante como a de ActionScript.</p>
<p>Minha conclusão nesse sentido é de que, para quem gosta de um aprendizado coletivo, em grupos, um curso pode ser uma boa porta de entrada ao mundo da programacultura para Flash. No entanto, provavelmente não é o caminho ideal para se seguir. Não recomendo gastar muito dinheiro nisso.</p>
<p>Outra alternativa é através de <em>publicações</em>. Nessa área, felizmente, a programacultura ActionScript 3 está muito bem servida, já que existe uma boa quantidade de de material didático existente.</p>
<p>E perceba que quando falo de material didático, quero dizer livros, não <em>apostilas</em>. Apostilas é coisa de quem quer fazer cursinho e não tem paciência pra estudar, quem quer plantar e não quer esperar a planta crescer, quem quer adubar e sentir cheiro de flores, quem quer aprender kung-fu sem levantar a bunda da cadeira. Apostilas são um mito.</p>
<p>A principal recomendação literária de minha parte é ler, de cabo a rabo, o último livro do Colin Moock &#8211; atualmente, <a href="http://www.moock.org/eas3/">Essential Actionscript 3.0</a>. Este livro contém todo tipo de informação que os criadores de sites em Flash precisam saber para um cultivo proveitoso, não só para programacultores experientes como também para iniciantes (embora seja uma leitura mais demorada). É realmente leitura obrigatória, inclusive a cada nova versão escrita.</p>
<p>Uma boa leitura complementar é o <a href="http://oreilly.com/catalog/9780596526955/">ActionScript 3.0 Cookbook</a>, que ensina diversas técnicas bastante práticas para o semeio de ActionScript &#8211; não só técnicas que podem ser usados no dia-a-dia em sua criação, mas que lhe ensinarão a ser um melhor programacultor.</p>
<p>Existem algumas leituras complementares avançadas, mas talvez fuja um pouco do escopo deste artigo, já que programacultores experientes provavelmente não precisarão de minhas dicas para irem atrás do que precisam. No entanto, em prol da ilustração, cito em especial o <a href="http://oreilly.com/catalog/9780596528461/">ActionScript 3.0 Design Patterns</a>, que ensina aos criadores a melhor maneira de dispor sua horta de forma a conseguir o melhor aproveitamento possível do solo e por consequência o melhor semeio a curto e longo prazos.</p>
<p>E, finalmente, gostaria de encerrar esta coluna com uma constatação do óbvio: nada substitui a prática. A criação com sucesso de sites em Flash é algo que requer tempo, paciência, e um pouquinho de amor. Portanto, não existem atalhos. A minha recomendação final é simplesmente tentar, errar, e fazer algo de diversas formas diferentes, até acertar. Por mais incrível que possa soar, criação orientada a objetos não é uma ciência exata, e requer um certo tempo até todos acertarmos a mão. Comece aos poucos, mantenha o foco, que a coisa vem naturalmente.</p>
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		<title>A cidade ideal</title>
		<link>http://pessoal.zehfernando.com/2009/a-cidade-ideal/</link>
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		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 14:47:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[pirações]]></category>

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		<description><![CDATA[A cidade ideal teria suas ruas divididas em retângulos, como em Nova York. Quer ir pro norte? É só pegar uma rua que vai pro norte. Não precisa se preocupar com curvas sinuosas que te fazem sair do caminho. Da (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2009/a-cidade-ideal/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A cidade ideal teria suas ruas divididas em retângulos, como em Nova York. Quer ir pro norte? É só pegar uma rua que vai pro norte. Não precisa se preocupar com curvas sinuosas que te fazem sair do caminho.</p>
<p>Da mesma forma, a cidade também teria avenidas e ruas com nomes numéricos, em sequência &#8211; do norte pro sul, e do leste pro oeste (ou vice-versa). Quer ir da oitava avenida pra sexta avenida? Dois quarteirões na direção leste. Não sabe onde é a 50a rua, nunca ouviu falar? Fica depois da 49a, é lógico.</p>
<p>E ainda obedecendo ao <em>grid</em>, as ruas e avenidas teriam mãos previsíveis: pares vão numa direção, ímpares em outra. Não precisa circular 10 quarteirões só porque você quer entrar numa rua de mão única e não consegue nenhum ponto de acesso.</p>
<p>Já os prédios, casas, lojas e demais logradouros seriam numerados de acordo com sua distância até o início da rua, em metros, como em São Paulo. Fica fácil de saber a distância de um ponto a outro. Quer ir da altura do número 120 até o número 500? São 380 metros.</p>
<p>Essa cidade teria um metrô 24 horas, que percorre praticamente a cidade toda, incluindo os pontos mais remotos, como em Nova York. E os metrôs teriam linhas expressas, que pulam algumas estações, pra quem quer ir rapidamente pra algum canto. Não só isso, mas diversos pontos de transferência e integração entre linhas. E, desnecessário citar, os trens seriam pouco lotados, mas ainda assim teriam um ar-condicionado bem eficiente.</p>
<p>Mas os metrôs seriam rápidos, limpos e bem-conservados, como em São Paulo. Além disso, você não teria entradas extremamente específicas, que te obrigam a sair, atravessar a rua, e pagar outro bilhete se você tiver entrado, sem querer, na plataforma da direção errada &#8211; os pontos de entrada e saída seriam unificados.</p>
<p>As estações de metrô teriam máquinas de compra de bilhetes que aceitariam cartão de crédito, débito, notas, ou moedas, permitindo a qualquer um adquirir um bilhete &#8211; ou colocar créditos em seu bilhete recarregável &#8211; de forma rápida e, geralmente, sem filas. Como em Nova York. As catracas para entrada seriam inúmeras, como em São Paulo, e com catracas específicas para entrada ou saída, para evitar confusões de catracas que servem aos dois propósitos.</p>
<p>Como em Nova York, você não precisaria de carro para nada. Seria muito mais fácil, rápido, e barato, chegar de metrô em qualquer lugar. O trânsito seria um problema menor, senão inexistente. A cidade seria escrava do pedestre, não do automóvel. E as bicicletas seriam extremamente práticas.</p>
<p>Toda esquina da cidade ideal teria uma lata de lixo de verdade, e toda residência teria coleta de lixo reciclável, como em Nova York. Mas as calçadas e ruas pareceriam mais limpas, assim como, incrivelmente, São Paulo (ou partes de São Paulo).</p>
<p>Na cidade ideal, os caixas eletrônicos dos bancos permitiriam depósitos em dinheiro ou cheque sem a necessidade de envelopes especiais ou do preenchimento de qualquer outra coisa. Como em Nova York, elas leriam os valores das notas, e os valores dos cheques, e permitiriam a você conferir o depósito antes de efetuá-lo. Os caixas seriam limpos e bem conservados, como em São Paulo.</p>
<p>Os parques seriam limpos, confortáveis, e convidativos, sem terem sido dominados por moradores de rua, drogados, trombadinhas ou outros seres estranhos. Crianças brincariam felizes nos parques das áreas mais residenciais, e os mesmos também teriam específicas para donos de cachorros deixarem seus melhores abrigos brincarem e correrem, assim como se vê em Nova York.</p>
<p>Da mesma forma que em Nova York, as cervejas encontradas nos bares seriam inúmeras, sem o domínio de uma ou outra marca. E com sabores e texturas das mais distintos, ao invés de poucas variações do mesmo tipo de cerveja. Mas você poderia beber na rua, como em São Paulo.</p>
<p>O churrasco da cidade ideal seria como em São Paulo, ou outras partes do sul do Brasil &#8211; regado a muita carne, muito sal, e churrasqueiras exclusivamente de carvão. Mas o hambúrger ou o sanduíche encontrados em qualquer esquina seriam como seus equivalentes de Nova York &#8211; bem servidos, e dos tipos e sabores mais variados.</p>
<p>As garotas da cidade ideal seriam tão bonitas &#8211; e usariam roupas tão sensuais &#8211; quanto as de São Paulo (ou de qualquer outra cidade brasileira). Mas teriam histórias de vida, origens e experiências tão variadas quanto as que você encontra nas garotas de Nova York.</p>
<p>Para ser realista, o aluguel de alguma casa ou apartamento na cidade ideal seria tão barato quanto o aluguel médio de São Paulo. As residências também seriam tão espaçosas quanto as que você geralmente encontra lá. Mas, ao mesmo tempo, seria muito mais rápido de chegar em qualquer lugar, como em Nova York &#8211; morar <em>na periferia</em> seria algo comum. Toda a idéia de periferia seria algo difícil de entender, no entanto, já que o contraste entre áreas não seria mais tão grande.</p>
<p>A cidade ideal seria uma cidade extremamente urbanizada em seu núcleo. Com lojas para tudo, e áreas mais ou menos especializadas num determinado tipo de comércio. Com em São Paulo ou, especialmente, Nova York. Com áreas de lazer e relaxamento &#8211; praias e parques &#8211; a dois passos de distância, como em Nova York, mas com praias tão boas quanto as do Brasil.</p>
<p>A cidade ideal seria perfeita.</p>
<p>Mas talvez aí já não teria mais tanta graça.</p>
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		<title>Pense duas vezes antes de abrir a próxima porta</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 12:52:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[choque]]></category>
		<category><![CDATA[nova york]]></category>
		<category><![CDATA[pirações]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Nova York, todas as fechaduras são de cabeça-pra-baixo. Isso é uma coisa que reparei no meu apartamento temporário (no qual passei o primeiro mês): em todas as fechaduras, eu tinha de usar a chave ao contrário do que eu (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2009/pense-duas-vezes-antes-de-abrir-a-proxima-porta/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em Nova York, todas as fechaduras são de cabeça-pra-baixo.</p>
<p>Isso é uma coisa que reparei no meu apartamento temporário (no qual passei o primeiro mês): em todas as fechaduras, eu tinha de usar a chave ao contrário do que eu estava acostumado. Não liguei; era um prédio meio antigo, as fechaduras deviam ter sido instaladas erradas, coisa típica de se encontrar em qualquer canto.</p>
<p>Quando me mudei pro meu novo apartamento &#8211; desta vez, um prédio novo &#8211; me surpreendi ao perceber que ali, também, a fechadura estava de cabeça-pra-baixo. Foi aí que reparei: o nome do fabricante gravado na fechadura estava corretamente orientado, e era perfeitamente legível. A fechadura não estava de cabeça-pra-baixo; era pra ser daquele jeito mesmo.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/darwinbell/2436097666/"><img src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2009/08/lock.jpg" alt="Etched Lock, por Darwin Bell" title="Etched Lock, por Darwin Bell" width="560" height="381" class="aligncenter size-full wp-image-610" /></a></p>
<p>Às vezes não é a fechadura que está de cabeça-pra-baixo, só nossas expectativas.</p>
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