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	<title>pessoal.zehfernando.com &#187; nova york</title>
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		<title>Promessas de ano novo</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 20:29:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não sou muito de fazer resoluções ou promessas de ano novo, mas decidi fazer uma este ano: tirar uma foto de Nova York por dia. E criei um blog separado no tumblr, chamado &#8220;366 dias em Nova York&#8221;, pra isso. A (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2012/promessas-de-ano-novo/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou muito de fazer resoluções ou promessas de ano novo, mas decidi fazer uma este ano: tirar uma foto de Nova York por dia. E criei <a href="http://366diasemnovayork.tumblr.com/">um blog separado</a> no tumblr, chamado &#8220;366 dias em Nova York&#8221;, pra isso. A idéia é tirar uma foto por dia e escrever uma breve descrição do que está retratado na foto do meu ponto de vista de Paulistano.</p>
<p>Agora que já postei duas fotos diferentes, o interessante é perceber que sair com a câmera na mão acaba rendendo dezenas de oportunidades diferentes para ótimas fotos. É um exemplo extremo da efemeridade fotográfica proporcionada pelas câmeras digitais: saio com a idéia de tirar só uma foto boa, mas acabo sendo obrigado a selecionar entre uma dúzia de ótimas opções. Estou tendo de me segurar na hora de tirar as fotos, investindo num assunto de cada vez e guardando algumas idéias para outros dias.</p>
<p>Vamos ver por quanto tempo consigo manter a idéia.</p>
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		<title>Confissões da selva de pedra</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 15:17:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Existe algo sobre andar em Nova York que me fascina e me refresca a mente. Talvez sejam as luzes, talvez os prédios, talvez a quantidade de pessoas que você sempre vê caminhando. Talvez seja a similaridade com São Paulo, e (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2011/confissoes-da-selva-de-pedra/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existe algo sobre andar em Nova York que me fascina e me refresca a mente.</p>
<p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/11/IMG_20111116_193210.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1039" title="New York, 3rd Ave" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/11/IMG_20111116_193210-1024x768.jpg" alt="New York, 3rd Ave" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Talvez sejam as luzes, talvez os prédios, talvez a quantidade de pessoas que você sempre vê caminhando.</p>
<p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/11/IMG_20111116_193347.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1040" title="New York, 3rd Ave" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/11/IMG_20111116_193347-1024x768.jpg" alt="New York, 3rd Ave" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Talvez seja a similaridade com São Paulo, e o reconhecimento que me traz memórias do período em que me mudei de volta pra Sampa pra fazer o segundo grau.</p>
<p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/11/IMG_20111116_193442.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1041" title="New York, 3rd Ave" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/11/IMG_20111116_193442-1024x768.jpg" alt="New York, 3rd Ave" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Talvez seja a facilidade de locomoção, que faz com que a caminhada seja algo que você faz com prazer ao invés de ser só mais um passo numa longa viagem.</p>
<p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/11/IMG_20111116_224047.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1042" title="New York, 3rd Ave" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/11/IMG_20111116_224047-1024x768.jpg" alt="New York, 3rd Ave" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Talvez sejam os turistas, que de certo modo, com sua falta de direção, fazem com que você sempre veja a cidade com novos olhos.</p>
<p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/11/IMG_20111116_225211.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-1043" title="New York, 3rd Ave" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/11/IMG_20111116_225211-1024x768.jpg" alt="New York, 3rd Ave" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Talvez seja o fluxo constante, fazendo com que pequenas mudanças &#8211; como um novo andaime numa calçada que você já conhece, ou a remoção do mesmo, revelando uma nova fachada &#8211; seja algo surpreendente.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/zehfernando/6376724961/in/photostream/"><img class="aligncenter" title="New York, Flatiron Building" src="http://farm7.staticflickr.com/6212/6376724961_50bf1a7e12.jpg" alt="New York, Flatiron Building" width="500" height="343" /></a></p>
<p>Talvez seja diferente com outras pessoas. Cada um vai ver esta cidade, e mesmo outras cidades, de um jeito diferente. Mas a independente das razões, a verdade é que andar por Nova York (a qualquer hora do dia) sempre me deixa em ótimo humor. Muitas vezes, depois de um dia stressante, ou uma semana cansativa, acabo sendo surpreendido com o quanto os edifícios ao meu redor conseguem elevar meu espírito. É algo difícil de explicar, mas mesmo hoje, após mais de dois anos vivendo aqui, é reconfortante perceber que esse efeito reinvirogante não se dissipou.</p>
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		<title>Histórias em quadrinhos</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 23:41:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[choque]]></category>
		<category><![CDATA[entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[nova york]]></category>

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		<description><![CDATA[Se tem um produto de consumo do qual sinto falta por aqui, é de histórias em quadrinhos. É uma coisa estranha de se dizer, já que a indústria dos quadrinhos mundial Norte-Americana é uma das mais produtivas do mundo, e (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2011/historias-em-quadrinhos/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se tem um produto de consumo do qual sinto falta por aqui, é de <em>histórias em quadrinhos</em>.</p>
<p>É uma coisa estranha de se dizer, já que a indústria dos quadrinhos mundial Norte-Americana é uma das mais produtivas do mundo, e já que o mercado consumidor aqui é enorme.</p>
<p>A origem desse meu problema, no entanto, é uma questão prática curiosa: em São Paulo, era um ritual praticamente diário meu ir na banca de jornal ver quais eram os novos quadrinhos disponíveis (na banca de jornal do meu bairro, ou na banca de jornal em frente ao <a href="http://www.cnbshopping.com.br/">Conjunto Nacional</a>, na Paulista). Eu sempre acabava voltando com algo novo; geralmente, alguma nova edição dos muitos mangás que eu lia regularmente, ou de alguma série do selo <a href="http://www.dccomics.com/vertigo/">Vertigo</a>.</p>
<p>Mas, por aqui, é difícil achar <em>bancas de jornal</em> que vendem quadrinhos em qualquer esquina; elas não são tão comuns. E, mesmo quando são (alguns locais têm grandes concentrações delas), as ofertas de quadrinhos são bem limitadas.</p>
<p>Existem enormes lojas especializadas, como a <a href="http://www.fpnyc.com/New-York-Store/">Forbidden Planet</a> ou a <a href="http://www.midtowncomics.com/info.asp?tour=times-square">Midtown Comics</a>. Mas é aí que fica óbio um contraste estranho: ao contrário do Brasil, o mercado de quadrinhos por aqui acaba sendo um nicho, excluído do mainstream &#8211; você tem uma oferta bem maior de títulos, mas em locais específicos. Você tem de <em>querer</em> ir numa loja de quadrinhos pra se deparar com as revistas.</p>
<p>E é nesse ponto que outro bloqueio acaba sendo criado: existe <em>tanta coisa</em> pra ler que acabo caindo numa <a href="http://opus1journal.org/articles/article.asp?docID=90">paralisia de opções</a> que faz com que eu não acabe lendo nada. Ainda me lembro da primeira vez que visitei a Midtown Comics, na minha primeira semana em Nova York: passado o choque inicial, saí sem comprar nada, já que era muita coisa disponível. Na minha rotina paulistana, em contrapartida, as opções eram tão poucas que era fácil separar o joio do trigo.</p>
<p>Além disso tudo, quando vim pra cá, acabei fazendo uma lista de todas as séries que eu estava seguindo regularmente, e oo número da última edição que havia comprado. A intenção era chegar aqui e continuar lendo as histórias, sem perder a sequência. Existem alguns poréns, no entanto: algumas das séries que eu ia no Brasil não são publicadas por aqui; às vezes elas são publicas por aqui, mas estão com a cronologia atrasada (mangás, por exemplo, chegavam mais rapidamente no Brasil) ou adiantada; ou, finalmente, a numeração pode ser diferente devido ao formato e número de páginas publicado por edição, o que me impede de simplesmente continuar a leitura de uma história.</p>
<p>O resultado final é que muito raramente leio quadrinhos hoje em dia. Desde que cheguei aqui, acho que só li algumas edições da Heavy Metal (a grande exceção, aliás, já que ela é encontrada em várias bancas de jornal) ou reedições que não tinha conseguido completar no Brasil (há alguns meses atrás, por exemplo, re-adquiri <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Preacher_(comics)">Preacher</a>, uma das melhores séries que já li, só pra ter o prazer de ler na língua original).</p>
<p>Pra mim, o ritual de ir na banca de jornal e ver quais títulos estavam disponíveis era tão importante quanto a leitura das revistas. Mas, por aqui, acho que preciso me acostumar a fazer assinaturas online. E fazer download de um monte de séries pendentes pra terminar de ler.</p>
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		<title>O que há num simples nome</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Nov 2011 16:15:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[línguas]]></category>
		<category><![CDATA[nova york]]></category>

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		<description><![CDATA[Aqui em Nova York, eu tenho uma dificuldade imensa em lembrar nomes. Acabo confundindo nomes de pessoas, trocando o nome de alguém por algum nome completamente diferente, ou simplesmente esquecendo-os completamente. Nunca vi nenhum material acadêmico a respeito, mas a (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2011/o-que-ha-num-simples-nome/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui em Nova York, eu tenho uma dificuldade imensa em lembrar nomes. Acabo confundindo nomes de pessoas, trocando o nome de alguém por algum nome completamente diferente, ou simplesmente esquecendo-os completamente.</p>
<p>Nunca vi nenhum material acadêmico a respeito, mas a minha teoria pessoal é de que gravamos nomes através de sílabas, de forma sonora, lembrando a sequência fonética do nome de cada pessoa ao invés de como o nome é escrito. E como, em português, estamos acostumados com um conjunto mais ou menos uniforme de sílabas &#8211; alfabeto silábico que é usado pra composição de nomes é meio limitado &#8211; esse método de recordação acaba vindo abaixo quando as sílabas a serem lembradas são mais incomuns.</p>
<p>É algo estranho de descrever, mas na prática, é como se certos nomes simplesmente não <em>gravassem</em> na minha mente. Como resultado, desde que cheguei aqui, passei por várias situações lamentáveis de esquecer nomes, confundir sílabas, ou trocar nomes por completo.</p>
<p>Imagino que, com o tempo, vou construir novos modelos de recordação baseado nas sílabas mais típicas localmente. Mas, enquanto isso, pra lembrar certos nomes, acabo sendo obrigado a criar uma narrativa mental que me permite reconstruir a palavra baseado em certos parâmetros. Pra mim, um dos nomes mais difíceis de lembrar, por exemplo, é <em>Camiel</em>, nome de um colega de trabalho de origem Holandesa. Simplesmente não consigo me recordar do nome imediatamente; acabo lembrando que o nome dele é parecido com o nome da minha irmã (Camila), mas com as duas letras no final trocadas, e, a partir daí, lembrando o nome real. A parte ruim é que acabo gastando um tempo nesse processo, então às vezes acabo gastando segundos lembrando o nome de alguém.</p>
<p>No entanto, ontem, andando pelas ruas de volta a meu apartamento no final de um dia de trabalho, percebi uma coisa curiosa: consigo me lembrar dos nomes das ruas de forma muito mais fácil por aqui do que conseguia no Brasil. Sei o nome de todas as ruas ao redor do meu apartamento, de várias ao redor do edifício onde trabalho, e o nome de inúmeras ruas na cidade; em contrapartida, em São Paulo, eu sabia o nome de poucas vias, e mal lembrava as ruas que faziam esquina com a rua onde eu morava. O meu <em>mapa mental</em> de uma região era tão rico quanto aqui, mas eu simplesmente não sabia o nome das ruas.</p>
<p>Pensando um pouco no assunto, acho que existem duas razões pra isso. A primeira, e mais óbvia, é que muitas das ruas e avenidas são numeradas, então é mais fácil se lembrar de um simples número e construir um modelo mental que permite a você identificar a ordem das ruas, principalmente nas regiões da cidade baseadas no <em>grid</em> típico local; como eu moro entre a South 2nd e South 3rd no Brooklyn, por exemplo, sei que a rua ao sul é South 4th, ao norte South 1st, e por aí vai.</p>
<p>A segunda, igualmente importante, é que os nome das ruas são mais <em>curtos</em>; é extremamente raro as ruas ou avenidas usarem nomes compostos. Pode parecer bobagem, mas nomes como <em>Driggs</em>, <em>Bedford</em>, <em>Walker</em>,  ou <em>Canal</em>, são muito mais fáceis de serem lembrados do que <em>Paes de Barros</em>, <em>Irmã Carolina</em>, <em>Engenheiro Dagoberto Gasgow</em>, ou outros nomes comuns no Brasil.</p>
<p>E, aqui, percebo um detalhe interessante: apesar dos nomes usarem as mesmas sílabas que me criam problemas na hora de lembrar nomes, eu consigo me lembrar dos nomes de ruas facilmente porque me lembro das <em>placas</em> das ruas. Ao invés de sonoro, é um modelo de recordação baseado em padrões visuais, o que faz com que a lembrança seja mais fácil. Só percebi isso ontem, pensando no assunto enquanto andava: sempre que preciso me lembrar do nome de uma rua, lembro de como a placa da rua se parece, com fundo verde e tudo mais.</p>
<p>Imagino que essa dificuldade em lembrar nomes mais longos é provavelmente a razão pelo qual é comum usar um nome mais curto quando nos referimos a certas vias em São Paulo.</p>
<p>Um dia, sentado num ônibus, esperando a minha parada, alguém me perguntou se aquele ônibus passava na <em>Brigadeiro</em>. Eu disse que sim, que era no próximo ponto (o ônibus se aproximava da Brigadeiro Luis Antônio). A pessoa desceu, contente. Meia hora depois, quanto o ônibus passou pela Brigadeiro Faria Lima, engoli em seco e me indaguei se a pessoa tinha descido no ponto certo.</p>
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		<title>Halloween em Nova York</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Oct 2011 21:42:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[choque]]></category>
		<category><![CDATA[nova york]]></category>

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		<description><![CDATA[Não acredito que não postei sobre isso ainda, mas: em Nova York, o Halloween (celebrado no final de outubro) é coisa séria. Existem vários costumes locais ligados à data. Diferentemente de outras partes do país, não é tão comum ver as crianças saindo (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2011/halloween-em-nova-york/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não acredito que não postei sobre isso ainda, mas: em Nova York, o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Halloween">Halloween</a> (celebrado no final de outubro) é coisa séria.</p>
<p>Existem vários costumes locais ligados à data. Diferentemente de outras partes do país, não é tão comum ver as crianças saindo pra visitar casas pedindo gostosuras ou travessuras (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Trick-or-treating">trick-or-treating</a>, no dialeto local), mas outras características típicas da festa são bem fortes por aqui.</p>
<p>Uma delas é o costume de sair por aí vestindo alguma fantasia. Assim, nessa época do ano, apesar do frio, é bem comum ver pessoas andando fantasiadas na rua (a caminho de alguma festa, ou mesmo indo pro trabalho durante a semana), culminando com o desfile de rua no dia 31 de outubro (quando é normal ver praticamente todo mundo fantasiado na cidade).</p>
<p>As primeiras vezes que me deparei com a festa local foram surpreendentes. É algo esquisito, mágico e divertido <a href="http://www.flickr.com/groups/1530863@N20/pool/">ver a cidade tomada</a> por caracteres dos mais diversos tipos. É uma festa realmente popular e algo que me lembra muito as convenções de RPG ou Anime que costumava ir em São Paulo, mas numa escala muito maior. Também me fantasiei nas edições passadas da festa, indo inclusive trabalhar fantasiado (ou semi-fantasiado) no dia anterior à festa.</p>
<p>Ao contrário dos 2 últimos anos, este ano não tenho nenhuma festa planejada. No entanto, tive um gostinho desse aspecto do Halloween quinta-feira passada, quando alguém na empresa onde trabalho teve a idéia de fazer todo mundo se vestir como um dos diretores de nossa empresa. Veja o resultado abaixo, com o original e suas cópias:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1020" title="Gabe-look-alikes" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/10/gabe1b.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>Não estou na foto acima, mas tirei a (horrenda) foto abaixo. Peço que me desculpem.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1021" title="Gabe look-alike" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/10/gabe2b.jpg" alt="" width="332" height="365" /></p>
<p>No mesmo dia, tivemos um concurso de fantasias no escritório. Pra quem considera a cultura Norte-Americana mais austera, existe algo de surpreendente em ver pessoas andando fantasiadas pelo escritório como se nada demais estivesse acontecendo.</p>
<p>O segundo aspecto do Halloween que é bem comum por aqui é o costume de fazer <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jack-o'-lantern">gravuras em abóboras</a>. Você basicamente remove o interior da abóbora, faz desenhos na superfície com uma faca, e acende uma vela dentro do leguminoso.</p>
<p>Eu nunca havia feito um desses antes, mas desta vez, graças a um presente de meus amigos Don e Mike, eu e a Meagan tínhamos duas abóboras pra talhar.</p>
<p>Depois da abóbora ser aberta e limpa, o próximo é a escolha do desenho a ser escavado na abóbora (geralmente, algum tipo de face). Talvez não muito sabiamente, escolhi o desenho abaixo, o famoso <a href="http://knowyourmeme.com/memes/trollface-coolface-problem">troll face</a>:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1023" title="Trollface" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/10/trollface.png" alt="" width="400" height="328" /></p>
<p>O problema é a quantidade de detalhes que o desenho exige, e o fato de que ele tem de ser feito com buracos na abóbora &#8211; ou seja, ele não pode ter itens vazados.</p>
<p>De qualquer forma, o próximo passo foi transferir o desenho (om hidrocor) do computador pra abóbora, e cortar as laterais do legume com uma faca afiada (da forma mais fiel possível).</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1024" title="Halloween" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/10/halloween2b.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>O resultado final deve ser apreciado no escuro; abaixo, o produto final da minha abóbora e da Meagan.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1025" title="Halloween" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/10/halloweenb.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>O normal, após entalhar as abóboras, é deixá-las do lado de fora de casa, normalmente decorando a entrada de sua casa ou prédio. No nosso caso, escolhemos deixá-las dentro de casa mesmo, como decoração temporária, já que elas não vão durar muito tempo.</p>
<p>Foi um processo bastante divertido e algo que espero repetir todo ano &#8211; mas, da próxima vez, provavelmente com algo que requer menos linhas e que possa brilhar mais.</p>
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		<title>Neve logo cedo</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Oct 2011 16:32:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[choque]]></category>
		<category><![CDATA[nova york]]></category>

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		<description><![CDATA[Começou a nevar em Nova York, dois meses antes do esperado, surpreendendo muita gente. Ontem eu já tinha visto avisos de que poderíamos ter neve este final-de-semana e não tinha acreditado, já que a neve costuma só chegar aqui mais (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2011/neve-logo-cedo/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Começou a nevar em Nova York, dois meses antes do esperado, <a href="http://twitter.com/#!/search/realtime/snow%20new%20york">surpreendendo muita gente</a>.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1012" title="Neve" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/10/neve1b.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>Ontem eu já tinha visto <a href="http://www.weather.com/outlook/weather-news/news/articles/weekend-storm-wet-snow_2011-10-26">avisos</a> de que poderíamos ter neve este final-de-semana e não tinha acreditado, já que a neve costuma só chegar aqui mais pro final de dezembro (além dos <em>weather advisories</em> terem a tendência de fazer qualquer coisa soar como o fim do mundo). Culpa da <a href="http://www.time.com/time/health/article/0,8599,1962294,00.html">instabilidade climática</a> trazida pelo aquecimento global? Vai saber.</p>
<p>A surpresa de ver a neve caindo neste terceiro inverno que passo aqui me fez lembrar a primeira vez que vi a neve caindo. Lembro que, na época, eu acordava todo dia e abria a janela pra checar se neve tinha caído durante a noite &#8211; afinal, estava ansiosamente esperando meu primeiro contato com neve.</p>
<p>A primeira neve só acabou acontecendo no final de dezembro quando, saindo do trabalho às 4 da tarde, e andando por Manhattan, vi o que parecia uma poeira caindo do céu. Demorou um tempo até eu entender que aquilo era neve. Turistas sorriam e tiravam fotos ao meu redor, surpresos. E isso pode soar babaca, mas foi um momento bastante emocionante pra mim (influência de filmes de Hollywood que retratam inverno em Nova York, aposto).</p>
<p>Acabou <a href="http://pessoal.zehfernando.com/2009/dia-de-neve/">nevando pra cacete</a> e cobrindo a cidade de neve durante a noite.</p>
<p>Imagino que esta neve que estamos vendo aqui hoje é o que é chamado de <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Snow_flurry">flurry</a></em> &#8211; uma neve de verdade, mas que, devido à temperatura, acaba não se acumulando muito. O clima aqui já está frio, mas a temperatura ainda está acima dos 0 graus celsius, então a tendência é a neve derreter assim que chega no chão.</p>
<p>Ainda assim, a quantidade de neve que está caindo é bem grande; só está nevando há aproximadamente uma hora, e a rua parece estar passando por uma nevasca típica de dezembro.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1013" title="Neve" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/10/neve2b.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>É uma situação interessante; é como se eu não me lembrasse mais o que é ter de trafegar pela neve em Nova York, já que a última vez que tive de fazê-lo foi há quase um ano atrás. Hoje moro mais longe do metrô (uns 10 minutos de caminhada; ano passado, era só uns 2 minutos) então o inverno vai ter um impacto maior na minha rotina desta vez. E por mais estranho que isso possa soar, mal posso esperar; gosto das <a href="http://pessoal.zehfernando.com/2010/mudanca-de-estacoes/">mudanças de estações</a>.</p>
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		<title>Los Angeles Galaxy vs New York Red Bulls</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Oct 2011 13:48:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[choque]]></category>
		<category><![CDATA[nova york]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem fui assistir um jogo da Major League Soccer &#8211; o campeonato nacional daqui &#8211; entre o LA Galaxy de David Beckham e o Red Bulls de Thierry Henry e Rafa Marquez. O jogo foi no Red Bull Arena, em (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2011/los-angeles-galaxy-vs-new-york-red-bulls/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem fui assistir um jogo da <a href="http://www.mlssoccer.com/">Major League Soccer</a> &#8211; o campeonato nacional daqui &#8211; entre o LA Galaxy de David Beckham e o Red Bulls de Thierry Henry e Rafa Marquez. O jogo foi no <a href="http://www.redbullarena.us/arena/default.aspx">Red Bull Arena</a>, em Nova Jersey.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-1002" title="Red Bull Arena" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/10/soccer-1024x768.jpg" alt="Red Bull Arena" width="500" height="375" /></p>
<p>Apesar do time do Red Bulls ser de Nova York, o estádio deles fica em outro estado &#8211; em Nova Jersey. Ainda assim, chegar lá é relativamente fácil &#8211; 20 minutos de Manhattan, via trem. Sair é outra história; levei 2 horas pra voltar, devido à superlotação do trem e a problemas em uma das linhas.</p>
<p>De qualquer forma, fiquei impressionado com a qualidade do estádio. Apesar de ser relativamente pequeno &#8211; cabem 25000 pessoas sentadas &#8211; é um estádio de primeira em todos os sentidos. A grama tem tamanha qualidade e é tão uniforme que, à distância, achei que era gramado sintético. Até a cerveja do estádio é ótima.</p>
<p>O que deixou um pouco a desejar, no entanto, foi o futebol.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/m-vmiFCMBXA?rel=0" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p>Esse jogo tinha tudo pra ser um clássico, já que é um jogo entre dois dos maiores times do país &#8211; times estes com várias estrelas internacionais, trazidas do futebol europeu.</p>
<p>O resultado, no entando, foi um jogo truncado, onde os jogadores pareciam mais preocupados com passar a bola pra algum colega do que efetivamente marcar um gol. Eu provavelmente sou suspeito pra falar, mas a impressão que deu é que era aquela típica diferença do jogador Sulamericano com o Europeu &#8211; enquanto o Sulamericano usa da garra pra resolver a jogada, o Europeu (ou, neste caso, Norte-Americano) quer resolver na base dos fundamentos técnicos com passes, jogadas treinadas à exaustão e erros do adversário. Vira um jogo de deixa-que-eu-deixo onde ninguém dribla e todo mundo tem medo de chutar pro gol. Não me surpreende que tenham tantos jogadores ingleses nos times da MLS.</p>
<p>O pragmatismo e a eficiência típicos da cultura local não funcionam tão bem dentro do campo. O futebol local está chegando lá, mas a impressão que eu tenho é que ainda faltam <em>fominhas</em> pra resolver a parada. </p>
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		<title>Lavando a roupa suja</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jul 2011 20:39:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
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		<category><![CDATA[nova york]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das primeiras coisas que me causaram estranhamento em Nova York (e algo que sobre o qual eu deveria ter escrito antes) é que praticamente nenhum apartamento por aqui tem máquina de lavar roupa. O normal, ao invés, é levar (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2011/lavando-a-roupa-suja/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das primeiras coisas que me causaram estranhamento em Nova York (e algo que sobre o qual eu deveria ter escrito antes) é que praticamente nenhum apartamento por aqui tem máquina de lavar roupa. O normal, ao invés, é levar sua roupa pra <em>lavanderia</em>.</p>
<p>O engraçado é que, apesar da prática ser totalmente alienígena pros Brasileiros, o <em>conceito</em> é mais ou menos conhecido &#8211; eu, pessoalmente, já tinha visto várias vezes os personagens de um filme ou de uma série de TV levarem sua roupa pra ser lavada fora de casa.</p>
<p>Este vídeo da Pantera-cor-de-rosa é um dos primeiros exemplos que me lembro e, por mais incrível que pareça, é uma boa demonstração de todo o processo.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/iUvMbVQxR88" frameborder="0" width="480" height="390"></iframe></p>
<p>É até <em>possível</em> você ter uma máquina de lavar em casa &#8211; só é extremamente incomum por requerer um espaço que muitas pessoas não têm, conexões (de água) muitas vezes complicadas, e por simplesmente não fazer parte do DNA local; as pessoas levam as roupas pra lavanderia mais próxima e pronto. Boa parte das pessoas que eu conheci por aqui reagiam com extrema surpresa ao saber que todo mundo normalmente tem máquina de lavar no Brasil.</p>
<p>Outra parte do processo que é bastante diferente do jeito Brasileiro de fazer as coisas é que, por aqui, uma vez lavadas, você não pendura as roupas para secar, e nem passa elas a ferro &#8211; ao invés, após a lavagem, você seca elas numa secadora (centrífuga). As roupas saem super quentes (e, consequentemente, &#8220;fofinhas&#8221;) da secadora, aí é só dobrá-las ou pendurá-las num cabide. De certo modo, é um processo mais fácil e mais rápido do que o modo Brasileiro, apesar de requerer uma movimentação maior; é comum você andar na rua e ver pessoas levando um saco de roupa suja pra lavar (ou de roupa limpa pra casa), por exemplo.</p>
<p>Até é comum encontrar ferros e tábuas de passar roupa à venda em lojas mais voltadas pro público latino (eu tenho um ferro que uso pra passar algumas camisas e uma mini-tábua de passar), mas imagino que o processo é também diferente devido à falta de espaço nas residências locais; praticamente ninguém tem um espaço arejado pra poder ter um varal.</p>
<p>Quando eu vim pra cá, tive certa dificuldade em entender como fazer as coisas (como a maioria dos serviços coletivos por aqui, a lavanderia é 99% <em>faça-você-mesmo</em>, ou seja, não tem muita assistência pra nada). Mas levar as roupas pra lavanderia virou uma tradição rapidamente pra mim &#8211; levava tudo pra lavar, colocava na máquina, esperava a lavagem enquanto lia um livro (geralmente não compensa caminhar pra casa simplesmente pra voltar 20 minutos depois), movia tudo pra secadora quando a lavagem terminava, esperava mais meia hora, dobrava e levava pra casa. Acredito que é o mesmo pra muita gente, e lavar roupa é simplesmente visto com uma das muitas tarefas de final-de-semana do Novaiorquino típico.</p>
<p>Tanque (daqueles com uma torneira e espaço pra esfregar roupas) eu só vi uma vez na vida aqui, numa casa no Queens, e foi quase um choque. É algo muito incomum.</p>
<p>Aqui vai uma série de lavanderias &#8211; <em>laundromats</em> &#8211; de NY. Nenhuma das fotos é minha (são fotos públicas do <a href="http://www.flickr.com/">Flickr</a>), mas ilustram bem as lavanderias típicas da região.</p>
<p><iframe align="center" src="http://www.flickr.com/slideShow/index.gne?tags=laundromat&#038;new york&#038;" frameBorder="0" width="500" scrolling="no" height="500"></iframe></p>
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		<title>Brasileiros em Nova York</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jun 2011 22:29:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[nova york]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Com o início do verão em Nova York, começa também uma das fases mais populares para o turismo na cidade (a outra, curiosamente, é durante o pico do inverno, durante o natal e ano novo). Coincidentemente, hoje vi a notícia (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2011/brasileiros-em-nova-york/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com o início do verão em Nova York, começa também uma das fases mais populares para o turismo na cidade (a outra, curiosamente, é durante o pico do inverno, durante o natal e ano novo). Coincidentemente, hoje vi a notícia de que <a href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/06/gasto-de-brasileiros-no-exterior-sobe-45-ate-maio-e-bate-recorde.html">o gasto de Brasileiros no exterior bateu recorde</a> para o mês de maio.</p>
<p>Antes de me mudar para cá, eu tinha a impressão &#8211; provavelmente influenciada por notícias que tinha lido na mídia Brasileira &#8211; de que existiriam vários Brasileiros trabalhando ilegalmente pela cidade. De que eu ia lá comprar um cachorro quente na esquina e seria atendido por um Brasileiro.</p>
<p>A realidade é um pouco diferente. A cidade tem muitos imigrantes &#8211; legais ou não (não faço idéia e acho que ninguém liga) &#8211; mas é muito difícil encontrar Brasileiros nessa posição. Eles existem, tenho certeza, mas comparado às outras nacionalidades encontradas por aqui, são uma fatia muito pequena. Acho que a tendência do Brasileiro é mais ficar ao redor das comunidades Brasileiras que existem por aqui; se vou no <a href="http://www.foodistanyc.com/2009/08/rio-market-brazilian-specialty-foods.html">Supermercado Brasileiro</a> no Queens, por exemplo, todo mundo que trabalha lá é Brasileiro, já que a região é o reduto da comunidade Brasileira na Grande Nova York. Já no Brooklyn e em Manhattan, é muito mais fácil encontrar gente do resto da América Latina ou do Oriente Médio em trabalhos mais, digamos, urbanos.</p>
<p>O Brasileiro típico em Nova York, ao contrário, é turista de luxo &#8211; pelo menos, pro comércio local.</p>
<p>Existem certos locais da cidade onde você vai e você <em>sempre</em> vai encontrar Brasileiros. Me dá sempre um estalo quando estou andando na rua, ouvindo pessoas falando em inglês ou alguma língua desconhecida ao meu redor, e ouço um Português do Brasil (muitas vezes em conversas constrangedoras, já que assumem que ninguém ao redor está entendendo). Isso acontece sempre em alguns dos pontos mais badalados (para turistas), ou mais conhecidos da cidade: Times Square, Quinta Avenida, ou muitos dos museus mais famosos da cidade; e, obviamente, nos muitos destinos de quem quer fazer compras: lojas como Nike Town, Toys&#8217;R'Us, Victoria&#8217;s Secret, Diesel, Levi&#8217;s e outras marcas que são conhecidas no Brasil, mas de difícil acesso.</p>
<p>A razão é bastante óbvia. Os preços de muitos produtos aqui em comparação com os preços do Brasil (após taxas de importação e envio) são infinitamente mais baratos. Então, quando um Brasileiro vem pra Nova York, ele quer é fazer compras &#8211; pra si mesmo, pra família, pra conhecidos. A impressão que dá é que visitar pontos turísticos é a segunda opção, e aproveitar o turismo gastronômico ou musical, a terceira. É uma situação estranha, que cria um certo tipo de sacoleiro de luxo, a ponto de que, muitas vezes, dá pra identificar turistas Brasileiros à distância, só pelas marcas das sacolas que estão sendo carregadas.</p>
<p>Obviamente, não sei como é a situação no resto dos Estados Unidos. Mas, por aqui, é fácil ver porque o Brasileiro é <em>bem visto</em> pelo comércio local: porque ele compra em grande quantidade, sem muita reticência. Afinal, ele vai estar pagando, aqui, metade do que pagaria no Brasil; vai levar tudo que puder. O Brasileiro, talvez não tão surpreendentemente, <a href="http://www.time.com/time/world/article/0,8599,2075717,00.html">gasta mais no exterior</a> do que turistas de qualquer outra nacionalidade.</p>
<p>É um pouco estranho parar pra pensar que a razão desses produtos serem tão desejados pelo Brasileiro é exatamente o fato do acesso ser tão difícil no Brasil, dada a elevação do preço em nossas terras: faz com que o impulso para comprar algo aqui antes de viajar de volta seja muito maior. Por mais <em>consumerista</em> que acreditemos que o mercado Norte-Americano seja, aqui você praticamente nunca vê alguém desejando loucamente um tênis, um telefone ou um tablet a ponto de economizar dinheiro durante meses ou semanas pra adquirir o objeto de desejo (assim como vê no Brasil); por isso acho que, quando um turista Brasileiro chega aqui, tem um certo choque com o preço de tantos produtos e acaba querendo comprar tudo que vê pela frente. E digo isso porque foi exatamente assim que me senti quando me mudei pra cá: não acreditei no quão baratos eram produtos de consumo &#8211; principalmente eletrônicos &#8211; e queria de cara comprar de tudo (só me segurei porque ia demorar um tempo pra receber meu primeiro pagamento devido à burocracia local empregatícia e tive várias despesas de mudança, então tive de economizar tempo suficiente pra onda de choque consumista passar).</p>
<p>Me faz pensar o quanto desse dinheiro não poderia estar sendo gasto localmente, dentro do Brasil, e gerando empregos, ainda que indiretamente, se taxas de importação e outros impostos não fossem tão altos. Ao invés, faz com que a classe <em>que pode</em> venha pra fora do país, pra gastar o dinheiro por aqui, e levar de volta produtos que, na real, nem foram fabricados nos Estados Unidos. Sei lá, é meio esquisito.</p>
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		<title>De mudança em mudança</title>
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		<pubDate>Mon, 23 May 2011 15:49:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[choque]]></category>
		<category><![CDATA[nova york]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Nova York, fazer mudança é quase um passatempo. É algo tão comum que é parte integral da vida de qualquer um que vive aqui. Esta semana, assino o contrato de aluguel (leasing) do quinto apartamento onde irei morar desde (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2011/de-mudanca-em-mudanca/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em Nova York, <em>fazer mudança</em> é quase um passatempo. É algo tão comum que é parte integral da vida de qualquer um que vive aqui.</p>
<p>Esta semana, assino o contrato de aluguel (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Leasing">leasing</a>) do quinto apartamento onde irei morar desde minha chegada aqui. Estou aqui há menos de dois anos e, quando paro pra pensar, morar em 5 lugares diferentes em menos de dois anos soa algo absurdo para alguém vindo do Brasil, quase crimimal. Mas aí me lembro de onde estou e a coisa faz mais sentido.</p>
<p>Pra recapitular, desde que cheguei aqui, morei nos seguintes lugares:</p>
<ul>
<li>Hoboken, New Jersey: em minha primeira semana em Nova York, fiquei no apartamento de um amigo enquanto procurava um lugar pra morar.</li>
<li>Crown Heights, Brooklyn: enquanto decidia pra onde me mudar, aluguei um apartamento temporário (por um mês) no Brooklyn pra me auxiliar na decisão. Gastei esse mês andando de bibicleta pelo Brooklyn e decidindo que bairro eu gostava.</li>
<li>Williamsburg (I), Brooklyn: tive que decidir meu primeiro apartamento &#8220;real&#8221; de forma meio brusca. Não gostava muito do apartamento, então fiquei aqui um ano &#8211; a duração do meu contrato.</li>
<li>Williamsburg (II), Brooklyn: me mudei pra um apartamento a poucos quarteirões do meu apartamento anterior. Fiquei aqui também um ano, e agora que estou morando com Meagan, minha namorada, decidimos procurar um lugar maior, com um espaço separado (&#8220;escritório&#8221;) para computadores e outras tralhas.</li>
</ul>
<p>A verdade é que em Nova York o mercado imobiliário é extremamente acelerado. Você visita um apartamento, decide se quer ele (ou não) e assina o contrato em pouco mais de um dia; não dá pra ir juntando opções pra decidir depois, por exemplo, porque apartamentos são geralmente alugados poucos dias depois de estarem disponíveis. A resposta é geralmente dada no mesmo dia que você faz a visita. É algo que não percebi a princípio, quando estava procurando meu primeiro apartamento para alugar, e acabei perdendo uma boa oportunidade por causa disso (quando dei a resposta positiva, o apartamento que tinha decidido alugar já tinha sido negociado com outra pessoa).</p>
<p>Tudo isso, somado ao fato do contrato padrão de aluguel ser de 1 ano, faz com que seja muito comum as pessoas se mudarem. É bastante frequente que algum amigo seu não possa fazer algo em determinado final-de-semana porque ele ou ela tem de se mudar ou procurar um apartamento, e é muito normal ver pequenos caminhões de mudança circulando pela cidade. Da mesma forma, ver alguém chegando (ou saindo) de mudança não é um grande evento; é só mais um acontecimento de rotina.</p>
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