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	<title>pessoal.zehfernando.com &#187; design</title>
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		<title>Promessas de ano novo</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 20:29:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
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		<category><![CDATA[nova york]]></category>
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		<description><![CDATA[Não sou muito de fazer resoluções ou promessas de ano novo, mas decidi fazer uma este ano: tirar uma foto de Nova York por dia. E criei um blog separado no tumblr, chamado &#8220;366 dias em Nova York&#8221;, pra isso. A (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2012/promessas-de-ano-novo/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou muito de fazer resoluções ou promessas de ano novo, mas decidi fazer uma este ano: tirar uma foto de Nova York por dia. E criei <a href="http://366diasemnovayork.tumblr.com/">um blog separado</a> no tumblr, chamado &#8220;366 dias em Nova York&#8221;, pra isso. A idéia é tirar uma foto por dia e escrever uma breve descrição do que está retratado na foto do meu ponto de vista de Paulistano.</p>
<p>Agora que já postei duas fotos diferentes, o interessante é perceber que sair com a câmera na mão acaba rendendo dezenas de oportunidades diferentes para ótimas fotos. É um exemplo extremo da efemeridade fotográfica proporcionada pelas câmeras digitais: saio com a idéia de tirar só uma foto boa, mas acabo sendo obrigado a selecionar entre uma dúzia de ótimas opções. Estou tendo de me segurar na hora de tirar as fotos, investindo num assunto de cada vez e guardando algumas idéias para outros dias.</p>
<p>Vamos ver por quanto tempo consigo manter a idéia.</p>
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		<title>Variações da palavra impressa</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jul 2011 20:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há uns meses atrás, tipo o prazer de ser presenteado pela Meagan com uma assinatura da revista Wired. Eu já tinha lido vários artigos da revista (a maioria online) e até comprava ela às vezes no Brasil quando algum assunto (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2011/variacoes-da-palavra-impressa/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há uns meses atrás, tipo o prazer de ser presenteado pela Meagan com uma assinatura da revista <a href="http://www.wired.com/">Wired</a>. Eu já tinha lido vários artigos da revista (a maioria online) e até comprava ela às vezes no Brasil quando algum assunto específico me interessava, então já conhecia bem a publicação.</p>
<p>No entanto, uma coisa que eu não andava fazendo muito desde que me mudei pra Nova York era ler publicações impressas com muita frequência. Foi isso que esse presente me deu a oportunidade de fazer gastar um tempo lendo uma revista, todo mês, de forma consistente, ao invés de artigos esporádicos indicados por algum amigo ou algum website.</p>
<p>Assim, ler a Wired todo mês me fez acordar pra algo que, de certa forma, eu já sabia, mas não tinha muita idéia da escala: revistas Brasileiras são, em sua maioria, um lixo imenso.</p>
<p>O que me surpreendeu é que, sem exceção, a cada número da Wired que eu encontro, 90% das matérias (por mais esdrúxulas ou aleatórias que sejam) são matérias que me despertam o interesse. Mais do que isso, as matérias não são superficiais (a maioria é extremamente longa), nem tampouco ofendem a inteligência do leitor por tentarem passar opinião como fato &#8211; o conteúdo editorial é, em sua maioria, bastante neutro, de modo a deixar o leitor tomar suas próprias conclusões. São matérias que me ensinam algo novo, ao invés de tentar me vender alguma coisa ou repetir algo que eu já sei.</p>
<p>Em suma, o que me deixou surpreso é o quanto minha <em>apreciação</em> da revista é consistente, mês após mês.</p>
<p>Especialmente se eu comparo isso com qualquer outra publicação das que eu lia quando estava em São Paulo.</p>
<p>Infelizmente, isso é um pouco como comparar laranjas com maçãs, dado o fato de que não existe um equivalente à Wired no mercado Brasileiro. Mas a impressão que me dá agora é que revistas publicadas no Brasil sempre estão ou tentando atingir o mínimo denominador comum, ou estão com uma agenda própria que ou ofende quem lê, ou repete o que o leitor já pensa com uma retórica digna de segundo grau (caso da <a href="http://veja.abril.com.br/">revista com maior circulação no Brasil</a>).</p>
<p>Existem exceções. Lembro de ter lido algumas edições da Revista Web Design (precursora da <a href="http://www.revistawide.com.br/">Revista Wide</a>) e fiquei surpreso com a qualidade editorial, dado o mercado restrito que a revista visa atender; a <a href="http://super.abril.com.br/home/">Superinteressante</a> parece estar voltando às origens e trabalhando pra manter a inteligência de seus leitores ao invés de drená-la com matérias escritas pra serem copiadas em trabalhos de escola na sexta série; e a <a href="http://revistapiaui.estadao.com.br/">Piauí</a>, pelo que me disseram, é muito boa. Mas ainda assim, eu não consigo me lembrar de nenhum momento em que eu terminei de ler uma revista <em>inteira</em> e, ao fechar a publicação, disse pra mim mesmo, &#8220;<em>cacete, essa revista é boa pra caralho</em>&#8220;.</p>
<p>Já com a Wired eu faço isso toda hora.</p>
<p>E não é só a Wired. A <a href="http://www.time.com/time/">Time</a> e até mesmo a <a href="http://www.fastcompany.com/">Fast Company</a> são revistas que leio de vez em quando só porque alguma matéria me atraiu e termino surpreso com a qualidade editorial.</p>
<p>Obviamente que existem revistas escrotíssimas nestas terras. Mas não são a maioria das <a href="http://www.infoplease.com/ipea/A0301522.html">mais vendidas do país</a>, como parece ser o caso no Brasil.</p>
<p>Falar isso dessa forma é meio foda e me dá um certo nó na garganta. Fico imaginando que alguém vai ler o artigo e me chamar de traidor nos comentários. Dá aquela impressão de que estou falando &#8220;<em><a href="http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&amp;v=p7Z6Cnu665k#t=101s">Nosssa, mas os gringos são muuuito melhores</a></em>&#8220;. Não é o que penso, mas é o que o mercado editorial Brasileiro me parece, agora, em comparação, depois de dois anos exposto aos títulos locais.</p>
<p>Isso me traz ao segundo ponto deste artigo: capas de revistas.</p>
<p>Isso é outra coisa que comecei a prestar atenção há alguns anos. Quando eu trabalhava na <a href="http://www.grafikonstruct.com.br/">Grafikonstruct</a>, parava sempre pra comprar quadrinhos numa banca de jornais em frente ao Conjunto Nacional. Lá eles têm muitas revistas importadas (as mesmas Newsweek, Time, Wired, e mais alguns outros títulos distribuidos ao redor do mundo) e vendo elas todas reunidas num canto, era gritante a disparidade entre a qualidade das capas das revistas gringas em comparação às equivalentes nacionais.</p>
<p>Um exemplo, da capa mais recente da Wired:</p>
<p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/07/wired.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-930" title="Wired cover" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/07/wired.jpg" alt="Wired cover" width="155" height="211" /></a></p>
<p>Composição simples: a matéria principal da revista ganha o foco (ilustração bem bacana, aliás). Elementos adicionais são mostrados no topo, mas sem tentar chamar a atenção demais. A tipografia é consistente e o peso determina a importância. Nada muito gritante. Não é a melhor capa que eles já fizeram, mas é uma boa capa.</p>
<p>Uma capa da Veja:</p>
<p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/07/veja.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-931" title="Revista Veja" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/07/veja-232x300.jpg" alt="Revista Veja" width="163" height="211" /></a></p>
<p>Mais uma das capas onde eles querem fazer teatrinho e fazem algum tipo de foto-montagem com atores pra matéria principal, que é explicada sempre com um bloco de texto enorme, onde há pouca distinção entre título e corpo; pior, sempre listando itens da matéria de uma forma que tenta ser didática, mas que acaba dando a impressão de que a capa foi feita no Power Point. Itens adicionais no topo brigam pelo espaço e todos têm sua própria foto.</p>
<p>Não é pior capa que a Veja já fez, mas é bem ruinzinha.</p>
<p>Vejam esta comparação, desta vez entre Time e Veja, mas ambas cuja matéria principal é meio relacionada (conflito de gerações &#8211; embora um seja do ponto de vista comercial, e o outro, do ponto de vista político):</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-932" title="Revista Veja" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/07/veja_c-232x300.jpg" alt="Revista Veja" width="232" height="300" /></p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-933" title="Revista Time" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/07/time_c-226x300.jpg" alt="Revista Time" width="226" height="300" /></p>
<p>A capa da Veja não tem peso nenhum &#8211; tudo tem o mesmo foco. Tampouco existe qualquer contraste de cor; tudo é extremamente colorido. A capa da Time, coincidentemente, lista pontos da matéria, mas usando o peso e espaçamento para distinguir entre cada item; ela não precisar fazer de conta que é um slideshow e colocar pontos no início de cada parágrafo.</p>
<p>Outra coisa que fica óbvia com essas capas: ambas a Time e a Wired listam os autores das matérias principais <em>na capa</em>. Muito frequentemente, é alguém de respeito. Já as matérias da Veja são escritas, sei lá, por alguma entidade desconhecida.</p>
<p>Quando veríamos uma capa destas numa Veja?</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-934" title="Revista Newsweek" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/07/newsweek-225x300.jpg" alt="Revista Newsweek" width="225" height="300" /></p>
<p>Espaço em branco? Mas nem que a vaca tussa. O equivalente Brasileiro seria algo assim:</p>
<p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/07/newsweek_veja1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-937" title="Revista Newsweek, versão Veja" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/07/newsweek_veja1-225x300.jpg" alt="Revista Newsweek, versão Veja" width="225" height="300" /></a></p>
<p>Muito mais colorido. Fotos de capa inteira. Um gradiente desnecessário. Texto listando os pontos (óbvios) da matéria. Ordem de leitura visual questionável. Chamadas não relacionadas, mas com muito mais ênfase, no topo. Caixa alta em tudo.</p>
<p>Obviamente, isso tudo leva à&#8230; capa da Veja São Paulo comemorando os 447 anos de São Paulo:</p>
<p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/07/vejasp.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-936" title="Veja São Paulo" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/07/vejasp-227x300.jpg" alt="Veja São Paulo" width="227" height="300" /></a></p>
<p>É uma capa que tem tanta coisa errada que bate uma tristeza imensa mais do que uma raiva. Algo que deveria ser especial &#8211; 457 anos da cidade, porra &#8211; é celebrado, ao invés, com uma das piores capas que a revista já fez (a Veja São Paulo <a href="http://vejasp.abril.com.br/revista/edicoes-anteriores">não é exatamente brilhante com suas capas</a>, mas tem discernimento pra acertar, às vezes).</p>
<p>O mais triste disso tudo &#8211; evidenciado por posts como <a href="http://rodrigomorbey.posterous.com/o-grande-problema-nao-e-a-capa-da-veja-somos  ">esse</a> e <a href="http://www.lexotando.com/2011/01/24/porra-veja-sp/">esse</a> e seus comentários &#8211; é que nada disso importa. As capas são, sim, horrendas se você tenta julgá-las sob o ponto de vista crítico de design &#8211; mas ninguém liga, porque ninguém <em>percebe</em>, ou pior, acha que tentar se preocupar com o design de algo é ser intelectualóide.</p>
<p>Sei lá. No final das contas, esse é mais um post reclamão. Nada muito edificante.</p>
<p>Mas há um tempo atrás tomei a decisão de ir postando aqui minhas impressões da cidade e da cultura local conforme o tempo, e é inevitável que essas comparações aconteçam; e quando elas acontecem, prefiro escrever aqui do que ignorar o óbvio só pra ficar no super positivo.</p>
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		<title>Relembrando Tex Avery</title>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2009 05:08:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[design]]></category>

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		<description><![CDATA[Documentário sobre Tex Avery, em cinco partes. Esse cara era do mal. O &#8220;vídeo promocional&#8221; corporativo que começa em 4:30 é hilário. That&#8217;s for sure a lot of balooney. Enfim, uma coisa estranha de desenhos animados e cartoons antigos em (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2009/relembrando-tex-avery/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Documentário sobre Tex Avery, em cinco partes. Esse cara era do mal.</p>
<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QQkUmkWhXQY&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/QQkUmkWhXQY&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p>O &#8220;vídeo promocional&#8221; corporativo que começa em 4:30 é hilário. <em>That&#8217;s for sure a lot of balooney</em>.</p>
<p>Enfim, uma coisa estranha de desenhos animados e cartoons antigos em geral é que a grande massa não conhece direito os verdadeiros heróis. Fala-se muito de Walt Disney, já que ele fundou um grande conglomerado e a história é escrita pelos chefes, mas poucos sacam que quem levou a coisa a outro patamar criativo mesmo &#8211; pra não citar que criaram a maioria dos personagens &#8211; foram caras como <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tex_Avery">Tex Avery</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Carl_Barks">Carl Barks</a> e outros.</p>
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		<title>A grama do vizinho é mais modular</title>
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		<pubDate>Tue, 12 May 2009 18:26:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[estudos]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sei quando foi, mas a School of Visual Arts de Nova York atualizou sua lista de catálogos online, colocando no ar o catálogo 2009-2010 dos cursos de pós-graduação (em versão PDF). Uma daquelas coisas que planejo-mais-ou-menos há muitos anos (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2009/a-grama-do-vizinho-e-mais-modular/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei quando foi, mas a <a href="http://www.schoolofvisualarts.edu/index.jsp">School of Visual Arts</a> de Nova York atualizou <a href="http://www.schoolofvisualarts.edu/CatalogRequests/CatalogApplication.php">sua lista de catálogos online</a>, colocando no ar o catálogo 2009-2010 dos cursos de pós-graduação (em <a href="http://www.schoolofvisualarts.edu/CatalogRequests/catalogs/SVA-GradCatalog08.pdf">versão PDF</a>).</p>
<p>Uma daquelas coisas que planejo-mais-ou-menos há muitos anos é fazer o curso de <em>Master of Fine Arts</em> em <em>Computer Art</em> deles (equivalente a mestrado aqui), por isso eu checo às vezes pra pegar a versão mais nova do catálogo e saber a quantas anda o lugar e o curso.</p>
<p><img src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2009/05/dsc_0022_0x.jpg" alt="School of Visual Arts - Gallery" title="School of Visual Arts - Gallery" width="580" height="254" class="aligncenter size-full wp-image-238" /></p>
<p>Também tem vários trabalhos bacaninhas mostrados no <a href="http://mfaca.sva.edu/">site do curso</a>.</p>
<p>Uma coisa legal de universidades Norte-americanas, a julgar por conversas que já tive com amigos nativos, é que você faz o currículo de seu curso do jeito que quiser, já que você pode escolher as matérias que quer assistir. O catálogo da SVA confirma isso, já que lá são listadas as matérias que você pode escolher &#8211; e são até mesmo fornecidos <em>modelos</em> de combinações para perfis específicos de formação. As únicas exigências quanto à montagem do currículo são a inclusão de algumas poucas matérias obrigatórias, e um número mínimo de <em>créditos</em> que devem ser cursados.</p>
<p>Pelo que entendo, essa solução é uma coisa que não pode ser feita aqui porque o <a href="http://portal.mec.gov.br/index.php">MEC</a> não permite. Não sou educador ou pedagogo, estão é uma visão meio leiga do assunto, mas do jeito que as coisas tão caminhando, acho difícil que essa estrutura de cursos engessados consiga durar muito tempo. O curso de Interfaces Digitais que fiz no Senac sofre um pouco disso &#8211; os perfis dos estudantes do curso são muito diferentes &#8211; e tentar fazer um curso para todos sempre gerava frustrações, como quando você tentava forçar alguma <em>mente criativa</em> a aprender programação de forma rápida, ou alguma <em>mente analítica</em> a desenhar.</p>
<p>O problema nem é ter uma aula de programação, mas colocar todos os alunos dentro do mesmo saco. Não é surpresa que o tal curso em Computer Arts citado acima tenha uma matéria chamada <em>Programming for Artists</em>, e que outras matérias sejam divididas em diversos módulos introdutórios e avançados.</p>
<p>No caso do Senac, acho que as malfadadas <em>atividades complementares</em> foram uma tentativa de ir por um caminho nesse sentido de permitir uma customização, mas não deu muito certo. Pelo menos foi um passo; quem sabe no futuro.</p>
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