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	<title>pessoal.zehfernando.com &#187; comida</title>
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		<title>Cervejas de Nova York</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 13:41:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Antes de me mudar para a terra imperial, uma das coisas que sempre me intrigaram eram as cervejas da cidade. Eu sempre via amigos que moravam nos Estados Unidos discutindo suas cervejas preferidas de forma ferrenha, como quem discute um (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2009/cervejas-de-nova-york/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de me mudar para a terra imperial, uma das coisas que sempre me intrigaram eram as <em>cervejas</em> da cidade. Eu sempre via amigos que moravam nos Estados Unidos discutindo suas cervejas preferidas de forma ferrenha, como quem discute um jogo do time de futebol do coração (ou uma marca de vinho, dependendo do seu contexto social).</p>
<p>Sempre achei aquilo uma tremenda babaquice, simplesmente porque, na minha opinião, todas as cervejas sempre tiveram <em>o mesmo gosto</em>. Legal pra refrescar e tal, comer com um churrasco, mas só. No entanto, como não podia beber com eles pra saber se aquelas discussões realmente tinham cabimento, acabava relevando e evitando assumir um lado na discussão. De repente era algo do clima que fazia as cervejas terem sabor diferente, sei lá.</p>
<p>Foi só quando cheguei aqui que saquei o que eles queriam dizer. Não era nada a ver com o clima &#8211; na verdade, o lance todo das cervejas por aqui é uma questão de <em>contraste</em>.</p>
<p>Isso quer dizer que aqui tem uma diferença muito maior &#8211; de sabor, ingredientes, viscosidade, seja o que for &#8211; entre as cervejas encontradas. Mais do que isso: ao invés do mercado ser dominado por duas ou três marcas principais, como acontece em São Paulo, o que você encontra são <em>dúzias</em> de marcas diferentes que são vendidas normalmente. Você vai num mercadinho qualquer e já acha uma dúzia de marcas de cerveja diferente. Vai numa loja especializada, e acha centenas (sem exagero).</p>
<p>Sabe aquela coisa que alguns bares em São Paulo têm, de oferecer só cerveja de uma mesma marca, devido a alguma parceria do estabelecimento com o fornecedor? Aqui, seria impensável. Até existe aquela coisa dos bares terem só umas 6 ou 7 cervejas específicas, mas é mais pela logística da coisa.</p>
<p>Devido a isso, posso dizer hoje que comecei a gostar <em>de verdade</em> de cerveja. Não é aquela coisa de tomar pra refrescar, mas sim de tomar porque o sabor é <em>bom</em> e tomar cerveja na janta. A ponto de eu até ter um ranking pessoal de marcas &#8211; algo mais ou menos assim:</p>
<ol>
<li>Murphy&#8217;s Ale (draught, encontrado no <a href="http://www.murphy-gonzalez.com/">Murphy &amp; Gonzalez</a>)</li>
<li> Red Stripe</li>
<li> Yuengling &#8211; Traditional Lager</li>
<li> Samuel Adams &#8211; Summer Ale</li>
<li> Corona</li>
<li> Stella Artois</li>
<li>Todo o resto</li>
</ol>
<p>Enfim, sempre vai ter uma cerveja que você gosta mais. Tem cerveja pra todos os gostos, tenho certeza &#8211; meu ranking pessoal coincide pouco com o de meus amigos.</p>
<p>Outra parte engraçada é que praticamente não existe distinção entre cervejas nacionais, importadas, ou extremamente locais (de cervejarias de bairro) por aqui. Todas competem pelo mesmo espaço da mesma forma e com aproximadamente o mesmo preço. Sabe aquela coisa da propaganda da gostosa na praia fazendo de conta que bebe cerveja? Também impensável. Até existem propagandas na TV, mas comparativamente, a presença das <em>grandes marcas</em> tipo Budweiser parece ser minúscula no mercado de Nova York.</p>
<p>Quando eu voltar pra São Paulo, tenho certeza de que uma das coisas que mais vou ter problemas pra me re-adaptar é na hora de tomar cerveja. Talvez eu esteja sendo muito maldoso, ou talvez meu gosto que tenha sido prejudicado por algum vírus implantado pelo governo Norte-Americano, mas hoje posso dizer que as cervejas brasileiras parecem uma piada comparadas às que são encontradas por aqui.</p>
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		<title>Os cookies são deles, mas os salgadinhos são nossos</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Sep 2009 21:39:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[choque]]></category>
		<category><![CDATA[comida]]></category>
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		<description><![CDATA[Dia desses, fui no Rio Bonito, aquele que é considerado o supermercado de produtos Brasileiros em Nova York (e que depois de uma reforma recente finalmente deixou de ser o supermercado tosco que era). A intenção era comprar algumas iguarias (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2009/os-cookies-sao-deles-mas-os-salgadinhos-sao-nossos/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia desses, fui no <a href="http://maps.google.com/maps?q=rio+bonito&amp;fb=1&amp;gl=us&amp;hq=rio+bonito&amp;hnear=New+York,+NY&amp;view=text&amp;latlng=2352134488274484313&amp;dtab=0&amp;ei=HJy2St30N5SyywTe0PSzCA&amp;oi=&amp;sa=X">Rio Bonito</a>, aquele que é considerado <strong>o</strong> supermercado de produtos Brasileiros em Nova York (e que depois de uma reforma recente finalmente deixou de ser o supermercado tosco que era). A intenção era comprar algumas <em>iguarias</em> Luso-ítalo-libano-brasileiras para introduzir nossa culinária casual peculiar a amigos nativos que ficaram de me visitar no meu novo apartamento.</p>
<p>Comprar comidas e produtos de origem Brasileira por aqui é uma coisa engraçada porque, obviamente, nem tudo tem um nome correspondente em inglês. Então apesar de até existir alguma seleção por aqui, você tem de ir mais pela caixa do produto do que pelo nome.</p>
<p>Enfim, acabei comprando várias coisas e tomando notas de alguns dos nomes. Confiram alguns deles:</p>
<ul>
<li><strong>Pão de queijo</strong>: <em>cheese roll</em>, <em>cheese bun</em>, ou <em>cheese bread</em>, dependendo do distribuidor. O certo seria cheese bread mesmo, mas cai num conflito porque já existe <a href="http://www.cookingbread.com/cheese_bread.html">algo bastante conhecido</a> com esse nome por aqui.</li>
<li><strong>Coxinha</strong>: <em>chicken breast in dough</em>.</li>
<li><strong>Coxinha de frango com catupiry</strong>: <em>chicken breast with cheese in dough</em>.</li>
<li><strong>Croquete</strong>: <em>ham and cheese croquettes</em>.</li>
</ul>
<p>Alguns outros nomes – como <em>kibe</em> e <em>risole</em> – são mantidos, provavelmente porque já são nomes bem próprios mesmo, apesar dos sabores terem nomes estranhos quando são baseados em produtos não muito comuns aqui (<em>risole de palmito</em> vira <em>hearts of palm risole</em>, por exemplo). E apesar dos produtos no geral serem <a href="http://store.starbites.com/">razoavelmente mais caros</a> do que o preço que você pagaria em padarias e lanchonetes aleatórias de São Paulo, o sabor pelo menos é o mesmo.</p>
<p>Só não achei esfiha por enquanto.</p>
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		<title>Restaurantes do dia-a-dia em NY</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 14:23:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[comida]]></category>
		<category><![CDATA[nova york]]></category>

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		<description><![CDATA[As pessoas gostam de dizer que São Paulo é a capital da gastronomia sabe-se lá de onde, mas pra quem gosta de comer, vou falar uma coisa: NY é o lugar. Eu sou meio suspeito pra falar, já que não (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2009/restaurantes-do-dia-a-dia-em-ny/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As pessoas gostam de dizer que São Paulo é a capital da gastronomia sabe-se lá de onde, mas pra quem gosta de comer, vou falar uma coisa: NY é o lugar.</p>
<p>Eu sou meio suspeito pra falar, já que não sou nenhum <em>gourmet</em> e não saí testando nenhum restaurante Francês, Italiano, Croata ou Indiano pra ver qual tem o melhor tempero, vinho ou seja o que for. Mas pra quem, como eu, gosta de comer qualquer coisa por aí, o lugar é animal. Em Manhattan, você dá dois passos e tropeça em algum lugar sensacional.</p>
<p>Em São Paulo existem lugares legais, lógico. Mas a impressão aqui é que qualquer lugar meia-boca que você acha já é equivalente ao melhor que você encontrava em São Paulo &#8211; especialmente verdade em relação a comidas <em>urbanas</em> tipo hamburgeres, saladas e sanduíches.</p>
<p>Da mesma forma, por algum motivo, praticamente todo lugar parece ser extremamente convidativo &#8211; como se fosse um <em>restaurante de bairro</em>, por mais que esteja no meio do burburinho de Manhattan. Acho que isso tem um pouco a ver com a cultura local e, por mais estranho que possa parecer, porque o público tende a ser avesso a cadeias de restaurantes conhecidos. Você encontra restaurantes pequenos, únicos, desconhecidos, e mesmo assim <em>populares</em>, em todo canto. Não é aquela coisa do cara montar um restaurante e falir só porque ninguém nunca ouviu falar da marca.</p>
<p>Com tantas e tão boas opções, é inevitável dar aquela impressão de que os Norte-Americanos são obesos porque têm tantas opções, etc e tal. Tem uma mítica. Mas a surpreendente verdade sobre Manhattan é que a coisa é exatamente o contrário; talvez pela qualidade da comida (muita salada, muito suco, pouco ou nenhum óleo ou gordura), e talvez pelo fato de que você tem de andar <em>muito</em>, a impressão é de que a população em geral é bem saudável. Acho que você encontra sim mais gente acima do peso ideal do que você encontraria em São Paulo, mas é uma diferença muito pequena.</p>
<p>Pessoalmente, eu ando comendo mais do que nunca desde que cheguei aqui. Mas, ao mesmo tempo, posso dizer que estou super saudável &#8211; com o mesmo peso de quando saí de São Paulo (72kg), e na verdade até um pouco abaixo &#8211; e andando pra caramba. Não digo &#8220;andando como nunca&#8221; porque eu sempre fui um cara chegado em caminhar, mas a cidade realmente te leva a andar demais (às vezes até sem que você perceba direito) e a subir e descer <em>muitas</em> escadas (praticamente nenhum metrô daqui tem escadas rolantes, por exemplo, ao contrário <a href="http://crossfit-fortbragg.com/crossfit/images/stories/escalator.jpg">da imagem</a> que geralmente fazemos dos gringos).</p>
<p>Falando sobre restaurantes específicos, e na categorias de boas surpresas, o <a href="http://www.lennysnyc.com/main.asp">Lenny&#8217;s</a> é provavelmente o lugar que mais me surpreendeu. De certo modo, não é nada de mais &#8211; basicamente, uma cadeia de restaurantes que vende sanduíches e saladas, estilo o Subway. Mas o lugar faz alguns sanduíches realmente deliciosos, <em>bem servidos</em> e com um bom preço (a média aqui é gastar uns US$ 10,00 com almoço). Me apaixonei pelo lugar e vou lá sempre que posso.</p>
<p>E talvez a grande exceção que vai contra o que eu disse sobre cadeias, uma que é onipresente por aqui e ainda assim mantém uma boa qualidade é o <a href="http://www.subway.com/subwayroot/index.aspx">Subway</a>. Antes de chegar aqui eu tinha ouvido falar que existiam muitos <a href="http://www.starbucks.com/">Starbucks</a> em Manhattan, mas a verdade é que vejo umas 4 vezes mais Subways do que Starbucks &#8211; realmente estão em todo canto, não só na cidade como no bairro. E, mais importante, fazem um sanduíche bem legal. Infelizmente fazem muitos anos que não vou nos Subways de São Paulo então fica difícil comparar, mas aqui a coisa é boa, bem fresca, e com a <em>customização</em> do sanduíche praticamente obrigatória (outra característica de muitos lugares por aqui).</p>
<p>Já hamburgeres são uma questão à parte. Talvez por ser um <em>prato típico</em> da região, todos os hamburgers de verdade que comi por aqui são pelo menos do mesmo nível que os melhores que comi em São Paulo (em lugares como <a href="http://www.thefifties.com.br/">Fifties</a>, <a href="http://www.fridays.com.br/">Fridays</a>, <a href="http://www.outback.com.br/">Outback</a>, etc). De certo modo porque muitas das cadeias que encontramos no Brasil também estão disponíveis aqui (a única que testei por enquanto foi o <a href="http://www.applebees.com/">Applebees</a> &#8211; equivalente ao Brasileiro), mas mesmo bares (<a href="http://www.murphy-gonzalez.com/">Murphy &#038; Gonzalez</a>), lugares do &#8220;calçadão&#8221; de Coney Island (<a href="http://www.nathansfamous.com/">Nathan&#8217;s</a>) e restaurantes especializados locais (<a href="http://www.schnippers.com/">Schnippers</a>, <a href="http://www.fiveguys.com/home.aspx">Five Guys</a>) têm hamburgeres sensacionais. Pra alguém que gosta de matar uma vaca por dia, a cidade é ótima.</p>
<p>Mas na questão de hamburgeres, a única exceção talvez fique com as cadeias de <em>fast food</em> mesmo. Pra quem não sabe, as cadeias conhecidas dos Brasileiros &#8211; <a href="http://www.mcdonalds.com/">McDonald&#8217;s</a>, <a href="http://www.bk.com/">Burger King</a>, etc &#8211; são vistos como lugares ruins de se comer por aqui. E com razão &#8211; de certo modo, eles geralmente miram em consumidores de baixa renda (são muito fáceis de se encontrar na periferia), e são mais mal-tratados do que seus equivalentes brazucas: não são todos, mas a grande maioria dos restaurantes é bem suja. Pra ser sincero, sair de um lugar mais <em>aconchegante</em> (como é a maioria dos restaurantes por aqui) e ir pra um ambiente extremamente plastificado como o de um fast food é uma sensação meio estranha. Chega a ser meio depressivo. E sendo sucinto, a impressão que dá é que quem trabalha lá é bem mal pago (além deles não terem funcionários suficientes pra atender à demanda, mesmo fora de horários de pico).</p>
<p>Por isso, e pela qualidade das alternativas, desde que cheguei aqui acabei não tendo vontade real de ir em nenhum fast food desse tipo &#8211; ao contrário do que eu esperava, pra ser sincero. No entanto, a bem da experiência, acabei abrindo uma exceção e fui num Burger King um dia desses. O resultado foi um hamburger ruim e sem gosto, bem pior do que o equivalente Brasileiro. Não acho que vou voltar lá tão cedo. E não chega a ser algo tão barato pra compensar.</p>
<p>Outro exemplo dessa característica local é minha experiência com o <a href="http://www.arbys.com/">Arby&#8217;s</a>. Eu adorava o Arby&#8217;s no Brasil e fiquei bem triste quando a cadeia se retirou do mercado Brasileiro &#8211; ninguém usa o rosbife fino (estilo Norte-Americano) como eles serviam. Antes de chegar em Nova York, me convenci que uma das primeiras coisas que faria seria ir num Arby&#8217;s pra comer novamente um dos hamburgeres de rosbife deles. Mas a verdade é que desde que cheguei acabei não indo em nenhum Arby&#8217;s &#8211; em parte porque temo que seja só outra cadeia de restaurantes ruim, em parte porque não tem nenhum restaurante da cadeia perto de onde trabalho e moro, e em parte porque o rosbife fino aqui é encontrado em todo lugar mesmo (os sanduíches mais populares do Subway e do Lenny&#8217;s levam o mesmo tipo de rosbife).</p>
<p>Pra quem gosta de saladas, o lugar também é ótimo. A maioria das cadeias que vendem sanduíches também trabalham com os mais diversos tipos de saladas, sejam saladas baseadas em <em>templates</em> pré-prontos ou customizadas na hora. E tudo parece bem fresco sim (no bom sentido). Se você gosta de decidir absolutamente tudo que vai em sua comida, a cidade é uma festa.</p>
<p>Restaurantes <em>self-service</em> (<em>buffet</em>), o estilo dominante de restaurante <em>pra trabalhadores</em> em São Paulo, são bem incomuns por aqui. Comi em um e achei a qualidade da comida razoável, mas obviamente diferente do esperado &#8211; nada daquela coisa Brasileira do tipo arroz/feijão/salada/carnes.</p>
<p>E também ao contrário do que eu esperava, aqui é mais incomum achar comida chinesa ou japonesa. Me disseram que até existem alguns, mas mais concentrados em certas regiões. Talvez uma bela exceção que vale a pena ser apontada seja o <a href="http://www.inakayany.com/">Inakaya</a>, um restaurante de comida japonesa que fica no térreo do prédio do New York Times e é, definitivamente, o restaurante com o melhor <em>design</em> que já vi. O lugar realmente tem uma atmosfera incrível, principalmente à noite; austera, mas coisa de filme.</p>
<p>Não cheguei a experimentar o sushi daqui em nenhum restaurante japonês de verdade, no entanto. Mas de novo a bem da experiência, acabei comendo <del datetime="2009-07-28T13:53:00+00:00">uma tábua</del> um pote plástico de sushi num <a href="http://www.amishfinefood.com/">Amish Market</a> (!) perto do meu trabalho. A montagem é meio diferente, e o tempero é mais apimentado (característica do sushi local, corroborada por amigos Brasileiros com base em outras experiências), mas no geral pareceu algo de suficiente qualidade.</p>
<p>Ainda tenho inúmeros outros lugares e categorias pra testar, principalmente em relação a massas e pizzas, mas os prognósticos não podiam ser melhores: <em>gastronomicamente falando</em>, NY é sensacional.</p>
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		<title>Hoje eu comi um Bauru de verdade</title>
		<link>http://pessoal.zehfernando.com/2009/hoje-eu-comi-um-bauru-de-verdade/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 02:42:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[comida]]></category>
		<category><![CDATA[memória]]></category>
		<category><![CDATA[pirações]]></category>

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		<description><![CDATA[No artigo anterior sobre trabalhar em casa eu disse que comer fora, num lugar legal, acabava perdendo o sentido quando você trabalha sozinho. Bom, é verdade, quando você trabalha em casa não tem mais aquela coisa divertida de ir comer (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2009/hoje-eu-comi-um-bauru-de-verdade/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No <a href="http://pessoal.zehfernando.com/2009/trabalhar-em-casa-e-foda/">artigo anterior</a> sobre trabalhar em casa eu disse que comer fora, num lugar legal, acabava perdendo o sentido quando você trabalha sozinho.</p>
<p>Bom, é verdade, quando você trabalha em casa não tem mais aquela coisa divertida de ir comer na churrascaria toda última sexta-feira do mês, ou fazer um almoço mais longo só pra comer num lugar legal específico, ou num lugar mais caro só porque é dia do pagamento. Não faz <em>tanto</em> sentido se você vai sozinho e não tem com quem compartilhar aquele momento gastronômico solene ou o almoço de 3 horas reservado especialmente pra estragação financiada pelo chefe.</p>
<p>Mas acho que menti um pouquinho. Pelo menos no meu caso, mesmo trabalhando em casa, acabei sim criando alguns costumes gastronômicos vagamente relacionados ao trabalho. Basicamente, após cada trabalho que faço que vai pro ar, tomo um gole da <a href="http://twitpic.com/1qndu">Vodka Absolut de baunilha</a> que ganhei da <a href="http://gringo.nu">Gringo</a> há um tempão atrás (valeu!); e sempre que efetivamente <em>recebo</em> um pagamento, vou comer num lugar legal pra comemorar. Nada super chique, só um lugar que eu goste, talvez meio fora de mão, talvez um lugar que não visito há muito tempo, etc. Não é nada tão bom quanto trabalhar num escritório &#8211; onde é mais fácil você ir comer num lugar diferente a cada dia &#8211; mas é alguma coisa.</p>
<p>No final do mês passado recebi um pagamento por um trabalho que fiz mas, devido à correria de outro trabalho que estava terminando, nem pude ir no banco transferir a grana pra minha conta (como recebo de fora do país, sempre tenho de ir no banco fazer o pedido de transferência do câmbio). Finalmente fui lá hoje, com o dólar num lindo palíndromo (2.22000222), e saindo do banco, decidi dar início a mais uma instância deste importante ritual alimentício. Como meu banco é perto da Praça da República, resolvi dar uma volta no beco da memória e ir comer no <a href="http://www.pontochic.com.br/defaultie.asp">Ponto Chic</a>, que fica no Largo do Paissandú (atrás da Galeria do Rock, perto da Praça do Correio).</p>
<p>Pra quem não conhece, o Ponto Chic é um bar/restaurante/lanchonete super antigo de São Paulo (com várias filiais pela cidade, mas este do centro é o original). Fundado em 1922, é um lugarzinho meio cult embora não seja, assim, nada de mais visualmente. É também onde foi inventado o <em>Bauru</em>.</p>
<p><a href="http://www.pontochic.com.br/frameset.asp?frame=bauru"><img class="aligncenter size-full wp-image-55" title="Bauru do Ponto Chic" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2009/04/bauru.jpg" alt="Bauru do Ponto Chic" width="351" height="251" /></a></p>
<p>A principal razão de eu ter ido lá é porque este é um lugar que costumava ir bastante com meus pais quando eu era mais novo (no final da década de 80), em nossas inúmeras andanças pelo centro, então tenho boas memórias do ponto. E também gosto bastante do Bauru que eles fazem. Costumo ir lá esporadicamente, mas já faziam uns 4 anos que eu não visitava o lugar.</p>
<p>Sempre que vou lá, é um momento meio agridoce: legal repetir o mesmo ato que realizei décadas atrás, mas meio chato ver como o lugar mudou. Aquela coisa meio nostálgico-bobalhão.</p>
<p>Entrando no restaurante hoje, já tive um choque: razoavelmente lotado, todo mundo comendo&#8230; comida. Comida normal. Tipo grelhado e tal. Pô, pra mim o lugar é lanchonete, gostava de ir lá e comer Bauru e Banana-split. Mas, pelo menos naquele horário &#8211; deviam ser umas 2 ou 3 da tarde &#8211; o lugar era um restaurante <em>normal</em>.</p>
<p>O que é meio triste é pensar que, até pela localização, o lugar tem de se adaptar. Não é um lugar <em>da moda</em>: é no meio do centrão. Não é mais ponto de encontro de intelectuais nem nada do tipo. Imagino que não tenha muita coisa do lado que justifique uma clientela assídua, nem muitos atrativos especiais pro lugar, até porque já tem choperias mais <em>badaladas</em> por perto. Então não dá pro lugar sobreviver só na base da memória. Até o nome hoje soa meio esquisito, quase um eufemismo. Então acho que ninguém devia estar lá pelo que o lugar oferece de diferente, mas sim por <em>ser mais um lugar normal pra comer</em>.</p>
<p>Cheguei, sentei. O garçom que veio me atender era um cara um pouco mais de idade, e provavelmente um veterano do restaurante. Recusei o cardápio, e, resoluto, pedi um Bauru logo de cara.</p>
<p>Posso estar errado, mas acho que percebi um brilho em seus olhos.</p>
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		<title>Trabalhar em casa é foda</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Apr 2009 18:01:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[comida]]></category>
		<category><![CDATA[trampo]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu trabalho em casa, sozinho, há quatro anos. Sou um freelancer remoto, apesar de trabalhar exclusivamente pra uma mesma empresa. Quase sempre que converso com alguém que trabalha fixo, dentro de uma empresa, o pessoal diz que adoraria trabalhar em (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2009/trabalhar-em-casa-e-foda/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu trabalho em casa, sozinho, há quatro anos. Sou um <em>freelancer</em> remoto, apesar de trabalhar exclusivamente pra <a href="http://www.firstbornmultimedia.com">uma mesma empresa</a>.</p>
<p>Quase sempre que converso com alguém que trabalha fixo, dentro de uma empresa, o pessoal diz que adoraria trabalhar em casa. Muita gente vê trabalhar em casa como um sonho.</p>
<p>A coisa não é bem assim, no entanto. Eu mesmo só comecei a trabalhar em casa porque precisava de um horário e uma agenda mais flexíveis, que me permitissem balancear trabalho e faculdade de um modo razoavelmente são. O melhor que posso dizer sobre a experiência é que a coisa <em>pode funcionar</em>, mas que não vejo a hora de voltar a trabalhar dentro de um escritório (coisa que deve acontecer em breve). Então, aqui vai um emaranhado de pensamentos aleatórios e desorganizados sobre o assunto.</p>
<p><strong>Não há separação entre trabalho e descanso</strong>. Se seu local de trabalho é o mesmo que seu local de relaxamento, você está em permanente modo de trabalho (a menos que seja realmente preguiçoso, aí é o contrário). Pode parecer esquisito, mas sair de um lugar (escritório) e ir pra outro (sua casa, seu quarto, etc) faz com que você rapidamente mude <em>uma chave</em> em sua mente, saindo do modo trabalho e entrando no modo foda-se. Você chega em casa e esquece as tretas do trampo (mesmo que seja pra se preocupar com as tretas da casa). Se você tá trabalhando em casa, é o contrário; toda hora vejo meus post-its com pendências de trabalho no meu monitor, por exemplo. A mente nunca se desliga do trampo. Quando preciso relaxar, tenho de sair de casa.</p>
<p><strong>Você precisa de muito auto-controle</strong>. Sabendo que não tem ninguém pra checar se você está efetivamente trabalhando (ou se está ao invés escrevendo no Twitter, conversando no MSN, lendo email, jogando algo, assistindo vídeo de gatos engraçadinhos, escrevendo posts idiotas num blog que ninguém vai ler, ou coisa assim), é muito fácil perder o foco e ir fazer algo completamente inútil, perdendo horas de trabalho. Sem um auto-controle absurdo, é batata você desviar a atenção e só perceber as horas que perdeu quando já está com tudo atrasado.</p>
<p><strong>Você vai efetivamente trabalhar a todo momento</strong>. Trabalho freelance é foda. Neguinho quer a coisa pra amanhã, e não importa a hora em que você vai trabalhar. Isso quer dizer que você não pode dizer &#8220;opa, são 7 horas, vou pra casa porque tenho de dar comida pro gato/cortar a grama/colocar o lixo na rua/baixar LOST&#8221;. Não, você fica sob constante pressão pra terminar algo. Quando realizo trabalhos freelance, é comum ficar dias ou até semanas sem trabalhar, no período entre trabalhos, mas quando ele chega, é labuta dia após dia, sem parar. Amanhã é um feriado, e eu trabalho. Sexta retrasada foi feriado, e eu trabalhei. Ambos fim-de-semana idem.</p>
<p><strong>O trabalho é mais difícil</strong>. Se ambos os lados – você, e a empresa que te contratou – forem extremamente organizados, o trabalho até pode render. Mas ele nunca vai render tanto quanto ele poderia se você estivesse dentro da agência. Existem diversos problemas de comunicação que podem ocorrer, e às vezes, alguma besteira no qual você perderia poucos segundos se estivesse todo mundo debaixo do mesmo teto – tipo ir perguntar pra um colega uma bobeira rápida sobre uma tarefa – acabam se tomando um tempo muito maior pra serem realizadas através de email ou instant messengers. É uma camada de burocracia técnica que, embora pequena, atrapalha bastente.</p>
<p><strong>A rotina cansa muito mais rápido</strong>. Tudo é muito mais chato quando você faz algo sozinho. Você quer ir comer, vai sempre no mesmo lugar, comer a mesma comida, porque já perdeu a paciência. Não tem aquela desculpa de ir comer no lugar X, que é mais longe, e demora mais pra chegar, só pra fazer algo diferente. Quem gosta de ir comer num lugar super legal, mas fazê-lo sozinho, sem ter ninguém pra conversar? Acaba perdendo o sentido. E talvez seja uma coisa pessoal, mas realmente sinto falta de comer algo diferente todo dia.</p>
<p><strong>Você perde a atenção muito facilmente</strong>. Se você mora, e trabalha, sozinho, e num lugar calmo, ótimo. Senão, é foda. Novamente, talvez isso seja algo pessoal, mas qualquer coisa não relacionada a trabalho me desconcentra de uma forma descomunal. Um telefone tocando quando alguém quer vender filtro de água Europa, a campainha tocando porque alguém quer pedir uma contribuição pra alguma causa nobre de origem incerta, são motivos suficientes pra arruinar minha mente por uma meia hora. E embora ninguém trabalhe dentro de bolhas num escritório, no local de trabalho desvios de atenção são geralmente tratados de forma muito mais objetiva e pragmática – ninguém vai te interromper pra te oferecer cartão de crédito do banco Santander ou combo NET e ficar insistindo quando você disser que não.</p>
<p><strong>Você vira um ser da caverna</strong>. Quando você trabalha em casa, não é <em>obrigado</em> a sair, logo, acaba não saindo quase nunca. É comum eu passar dias seguidos sem botar o pé na rua, a ponto de começar a ter dores musculares de tanto que não me movimento. Trabalhar em casa é um tapete vermelho pro sedentarismo. Lógico, é legal não ter de gastar tempo com transporte público ou dirigindo até o trabalho – mas pessoalmente, mesmo isso acho algo um pouco negativo, já que acabo abrindo mão de meu período de <em>leitura forçada</em> – vulgo metrô e ônibus. Se no dia-a-dia é mais fácil você se forçar a se mexer – fazendo um caminho diferente pro trabalho, por exemplo, de modo que ando mais – quando você trabalha num escritório, quando você trabalha em casa é muito pior. Tenho épocas em que me exercito em casa, ando bastante, corro, ando de bicicleta, etc, mas no auge do trabalho exaustivo, é fácil <em>esquecer</em> esse tipo de coisa quando você já tá mentalmente exausto e não tem a obrigação de fazê-lo.</p>
<p><strong>Se você tiver qualquer problema que te impede de trabalhar ou se comunicar, está num mato sem cachorro</strong>. Você só depende de você mesmo, e isso pode ser bom ou ruim. Quase sempre a segunda opção. Tenho inúmeros exemplos pra citar.</p>
<p>Uma: certa vez, estava terminando um trabalho, quando fritou a fonte do meu micro devido a um pico de energia que deu em casa. Fui correndo com o computador na assistência, trocar a fonte. Cheguei em casa, percebi que o micro ainda estava ruim, travando do nada. Testei a memória e vi que um dos chips estava queimado. Tive de retirar o chip e ficar trabalhando com metade da memória (1gb) até poder terminar o trabalho e comprar mais memória com calma. Gastei dinheiro e tempo.</p>
<p>Outra: estava terminando um trabalho que deveria ser entregue 2 horas após. Eis que começa uma chuva descomunal, cai a força no meu bairro inteiro, e ela não volta simplesmente porque a chuva foi tão forte que<a href="http://www.flickr.com/photos/zehfernando/sets/72157614901686926/"> derrubou árvores e galhos nas ruas</a> – incluindo nos fios elétricos. Nem falar com o pessoal do trampo eu conseguia, porque o bairro inteiro (inclusive 2 lanhouses) estavam sem energia. Eles tiveram de me ligar no telefone pra entender o que tava rolando. Tudo bem, eles aceitaram uma versão do trabalho que tinha mandado horas antes, mas é uma queima de filme. Fora o stress que passei, já que em determinado momento estava quase subindo pelas paredes sem saber o que fazer. Quando eles me ligaram, estava pra pegar o carro pra atravessar a cidade só pra achar uma lanhouse funcionando de onde eu pudesse mandar um email pra avisar o que tinha rolado. A luz só voltou horas depois, de madrugada.</p>
<p>Mais outra: estava eu trabalhando tarde da noite quando cai a energia durante 1 segundo. Nada demais. Religo tudo, e eis que minha conexão não funciona mais: o modem havia queimado. Saio eu como doido, à noite, procurando um lugar que venda modem ADSL compatível, porque senão não tenho como mandar meus trabalhos pro trampo no dia seguinte. Achei um na Kalunga. Gastei dinheiro e tempo.</p>
<p>E outra, mais recente: estava pra terminar um trabalho quando meu micro reseta. Ligo de novo, reseta de novo. Ligo de novo, nem liga mais. Era tarde da noite, decido ir dormir (contendo o desespero). No dia seguinte, o micro funciona umas horas, depois começa de novo a se recusar a ligar. Aí o desespero bate. Graças à minha capacidade descomunal de entender o que os diferentes beeps durante o boot de um computador querem dizer, tive um palpite de que a placa de vídeo é que tinha ido pro saco. Fui correndo numa loja de shopping mesmo, comprei a placa de vídeo compatível mais barata que tinha, religuei tudo e, graças aos céus, funcionou. Aí vou eu terminar mais um trabalho com uma placa que não era 1/4 da minha placa anterior. Gastei mais dinheiro e mais tempo. E muito stress. E ainda assim, tive de dar graças aos céus de não ser nada mais sério – não pelo <em>custo</em>, mas pelo <em>tempo</em> que gastaria pra trocar o micro inteiro.</p>
<p>Percebeu o padrão? Os problemas sempre acontecem quando você menos espera (no meu caso, sempre no pior momento do job), e quando acontecem, cabe somente a você saná-los, da forma mais rápida possível. Você fica muito dependente de seu hardware. Imagina a empresa pra qual eu trabalho perguntando a quantas anda o job urgente, e eu respondendo &#8220;então chefe, tá parado porque o micro foi pro saco&#8221;. Pra mim, soa como desculpa esfarrapada. E  isso já aconteceu diversas vezes com a Firstborn – eles devem achar que sou o cara mais azarado do mundo, ou o cara mais enganador do mundo. Até evito falar pra eles quando tem alguma treta.</p>
<p>Neste momento mesmo, meu computador está mais pra lá do que pra cá – há uns dias atrás um dissipador se rompeu da placa-mãe e pode provocar superaquecimento do computador – mas não tenho <em>tempo</em> pra trocar de computador, já que seria impossível transferir programas e arquivos no meio da execução de um trabalho. Ainda bem o verão acabou.</p>
<p><strong>E, finalmente, pessoas fazem falta</strong>. Tudo bem que tem quem prefira um trabalho mais ermitão – o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Unabomber">Unabomber</a> que o diga. Eu mesmo gosto de me fechar quando estou fazendo algo difícil. Mas pro seu trabalho render a longo prazo, pra você ter algum ponto de referência, um <em>sanity check</em> do que você anda fazendo, e até mesmo pra continuar tendo contato com o que há de novo na sua área, é imprescindível ter colegas com quem conversar. Principalmente numa área considerada <em>criativa</em>. E não estou falando nem de reuniões ou de algo assim; estou falando de virar pro lado e falar bobeira com alguém, mostrar um site, pedir uma dica, conversar sobre uma técnica.</p>
<p>A parte mais social – o almoço, a bebida pós-trabalho – também fazem uma falta tremenda. Pessoas gostam de falar. Pessoas precisam falar. Seja pra reclamar de algo sobre o trabalho, seja pra chorar as pitangas de algum problema pessoal e pedir conselhos, não importa. Botar pra fora – mesmo que sem esperar alguma solução mágica em troca – ajuda as pessoas a continuarem sãs de um jeito que muita gente não percebe.</p>
<p>Enfim, o contato ajuda. Não somos ilhas. Talvez seja isso que eu mais sinta falta quando digo que mal posso esperar pra voltar a trabalhar num escritório.</p>
<p>Isso, e a comida.</p>
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