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	<title>pessoal.zehfernando.com &#187; choque</title>
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		<title>Histórias em quadrinhos</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 23:41:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
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		<category><![CDATA[entretenimento]]></category>
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		<description><![CDATA[Se tem um produto de consumo do qual sinto falta por aqui, é de histórias em quadrinhos. É uma coisa estranha de se dizer, já que a indústria dos quadrinhos mundial Norte-Americana é uma das mais produtivas do mundo, e (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2011/historias-em-quadrinhos/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se tem um produto de consumo do qual sinto falta por aqui, é de <em>histórias em quadrinhos</em>.</p>
<p>É uma coisa estranha de se dizer, já que a indústria dos quadrinhos mundial Norte-Americana é uma das mais produtivas do mundo, e já que o mercado consumidor aqui é enorme.</p>
<p>A origem desse meu problema, no entanto, é uma questão prática curiosa: em São Paulo, era um ritual praticamente diário meu ir na banca de jornal ver quais eram os novos quadrinhos disponíveis (na banca de jornal do meu bairro, ou na banca de jornal em frente ao <a href="http://www.cnbshopping.com.br/">Conjunto Nacional</a>, na Paulista). Eu sempre acabava voltando com algo novo; geralmente, alguma nova edição dos muitos mangás que eu lia regularmente, ou de alguma série do selo <a href="http://www.dccomics.com/vertigo/">Vertigo</a>.</p>
<p>Mas, por aqui, é difícil achar <em>bancas de jornal</em> que vendem quadrinhos em qualquer esquina; elas não são tão comuns. E, mesmo quando são (alguns locais têm grandes concentrações delas), as ofertas de quadrinhos são bem limitadas.</p>
<p>Existem enormes lojas especializadas, como a <a href="http://www.fpnyc.com/New-York-Store/">Forbidden Planet</a> ou a <a href="http://www.midtowncomics.com/info.asp?tour=times-square">Midtown Comics</a>. Mas é aí que fica óbio um contraste estranho: ao contrário do Brasil, o mercado de quadrinhos por aqui acaba sendo um nicho, excluído do mainstream &#8211; você tem uma oferta bem maior de títulos, mas em locais específicos. Você tem de <em>querer</em> ir numa loja de quadrinhos pra se deparar com as revistas.</p>
<p>E é nesse ponto que outro bloqueio acaba sendo criado: existe <em>tanta coisa</em> pra ler que acabo caindo numa <a href="http://opus1journal.org/articles/article.asp?docID=90">paralisia de opções</a> que faz com que eu não acabe lendo nada. Ainda me lembro da primeira vez que visitei a Midtown Comics, na minha primeira semana em Nova York: passado o choque inicial, saí sem comprar nada, já que era muita coisa disponível. Na minha rotina paulistana, em contrapartida, as opções eram tão poucas que era fácil separar o joio do trigo.</p>
<p>Além disso tudo, quando vim pra cá, acabei fazendo uma lista de todas as séries que eu estava seguindo regularmente, e oo número da última edição que havia comprado. A intenção era chegar aqui e continuar lendo as histórias, sem perder a sequência. Existem alguns poréns, no entanto: algumas das séries que eu ia no Brasil não são publicadas por aqui; às vezes elas são publicas por aqui, mas estão com a cronologia atrasada (mangás, por exemplo, chegavam mais rapidamente no Brasil) ou adiantada; ou, finalmente, a numeração pode ser diferente devido ao formato e número de páginas publicado por edição, o que me impede de simplesmente continuar a leitura de uma história.</p>
<p>O resultado final é que muito raramente leio quadrinhos hoje em dia. Desde que cheguei aqui, acho que só li algumas edições da Heavy Metal (a grande exceção, aliás, já que ela é encontrada em várias bancas de jornal) ou reedições que não tinha conseguido completar no Brasil (há alguns meses atrás, por exemplo, re-adquiri <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Preacher_(comics)">Preacher</a>, uma das melhores séries que já li, só pra ter o prazer de ler na língua original).</p>
<p>Pra mim, o ritual de ir na banca de jornal e ver quais títulos estavam disponíveis era tão importante quanto a leitura das revistas. Mas, por aqui, acho que preciso me acostumar a fazer assinaturas online. E fazer download de um monte de séries pendentes pra terminar de ler.</p>
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		<title>Halloween em Nova York</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Oct 2011 21:42:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
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		<category><![CDATA[nova york]]></category>

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		<description><![CDATA[Não acredito que não postei sobre isso ainda, mas: em Nova York, o Halloween (celebrado no final de outubro) é coisa séria. Existem vários costumes locais ligados à data. Diferentemente de outras partes do país, não é tão comum ver as crianças saindo (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2011/halloween-em-nova-york/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não acredito que não postei sobre isso ainda, mas: em Nova York, o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Halloween">Halloween</a> (celebrado no final de outubro) é coisa séria.</p>
<p>Existem vários costumes locais ligados à data. Diferentemente de outras partes do país, não é tão comum ver as crianças saindo pra visitar casas pedindo gostosuras ou travessuras (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Trick-or-treating">trick-or-treating</a>, no dialeto local), mas outras características típicas da festa são bem fortes por aqui.</p>
<p>Uma delas é o costume de sair por aí vestindo alguma fantasia. Assim, nessa época do ano, apesar do frio, é bem comum ver pessoas andando fantasiadas na rua (a caminho de alguma festa, ou mesmo indo pro trabalho durante a semana), culminando com o desfile de rua no dia 31 de outubro (quando é normal ver praticamente todo mundo fantasiado na cidade).</p>
<p>As primeiras vezes que me deparei com a festa local foram surpreendentes. É algo esquisito, mágico e divertido <a href="http://www.flickr.com/groups/1530863@N20/pool/">ver a cidade tomada</a> por caracteres dos mais diversos tipos. É uma festa realmente popular e algo que me lembra muito as convenções de RPG ou Anime que costumava ir em São Paulo, mas numa escala muito maior. Também me fantasiei nas edições passadas da festa, indo inclusive trabalhar fantasiado (ou semi-fantasiado) no dia anterior à festa.</p>
<p>Ao contrário dos 2 últimos anos, este ano não tenho nenhuma festa planejada. No entanto, tive um gostinho desse aspecto do Halloween quinta-feira passada, quando alguém na empresa onde trabalho teve a idéia de fazer todo mundo se vestir como um dos diretores de nossa empresa. Veja o resultado abaixo, com o original e suas cópias:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1020" title="Gabe-look-alikes" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/10/gabe1b.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>Não estou na foto acima, mas tirei a (horrenda) foto abaixo. Peço que me desculpem.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1021" title="Gabe look-alike" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/10/gabe2b.jpg" alt="" width="332" height="365" /></p>
<p>No mesmo dia, tivemos um concurso de fantasias no escritório. Pra quem considera a cultura Norte-Americana mais austera, existe algo de surpreendente em ver pessoas andando fantasiadas pelo escritório como se nada demais estivesse acontecendo.</p>
<p>O segundo aspecto do Halloween que é bem comum por aqui é o costume de fazer <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jack-o'-lantern">gravuras em abóboras</a>. Você basicamente remove o interior da abóbora, faz desenhos na superfície com uma faca, e acende uma vela dentro do leguminoso.</p>
<p>Eu nunca havia feito um desses antes, mas desta vez, graças a um presente de meus amigos Don e Mike, eu e a Meagan tínhamos duas abóboras pra talhar.</p>
<p>Depois da abóbora ser aberta e limpa, o próximo é a escolha do desenho a ser escavado na abóbora (geralmente, algum tipo de face). Talvez não muito sabiamente, escolhi o desenho abaixo, o famoso <a href="http://knowyourmeme.com/memes/trollface-coolface-problem">troll face</a>:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1023" title="Trollface" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/10/trollface.png" alt="" width="400" height="328" /></p>
<p>O problema é a quantidade de detalhes que o desenho exige, e o fato de que ele tem de ser feito com buracos na abóbora &#8211; ou seja, ele não pode ter itens vazados.</p>
<p>De qualquer forma, o próximo passo foi transferir o desenho (om hidrocor) do computador pra abóbora, e cortar as laterais do legume com uma faca afiada (da forma mais fiel possível).</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1024" title="Halloween" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/10/halloween2b.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>O resultado final deve ser apreciado no escuro; abaixo, o produto final da minha abóbora e da Meagan.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1025" title="Halloween" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/10/halloweenb.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>O normal, após entalhar as abóboras, é deixá-las do lado de fora de casa, normalmente decorando a entrada de sua casa ou prédio. No nosso caso, escolhemos deixá-las dentro de casa mesmo, como decoração temporária, já que elas não vão durar muito tempo.</p>
<p>Foi um processo bastante divertido e algo que espero repetir todo ano &#8211; mas, da próxima vez, provavelmente com algo que requer menos linhas e que possa brilhar mais.</p>
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		<title>Neve logo cedo</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Oct 2011 16:32:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
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		<category><![CDATA[nova york]]></category>

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		<description><![CDATA[Começou a nevar em Nova York, dois meses antes do esperado, surpreendendo muita gente. Ontem eu já tinha visto avisos de que poderíamos ter neve este final-de-semana e não tinha acreditado, já que a neve costuma só chegar aqui mais (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2011/neve-logo-cedo/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Começou a nevar em Nova York, dois meses antes do esperado, <a href="http://twitter.com/#!/search/realtime/snow%20new%20york">surpreendendo muita gente</a>.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1012" title="Neve" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/10/neve1b.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>Ontem eu já tinha visto <a href="http://www.weather.com/outlook/weather-news/news/articles/weekend-storm-wet-snow_2011-10-26">avisos</a> de que poderíamos ter neve este final-de-semana e não tinha acreditado, já que a neve costuma só chegar aqui mais pro final de dezembro (além dos <em>weather advisories</em> terem a tendência de fazer qualquer coisa soar como o fim do mundo). Culpa da <a href="http://www.time.com/time/health/article/0,8599,1962294,00.html">instabilidade climática</a> trazida pelo aquecimento global? Vai saber.</p>
<p>A surpresa de ver a neve caindo neste terceiro inverno que passo aqui me fez lembrar a primeira vez que vi a neve caindo. Lembro que, na época, eu acordava todo dia e abria a janela pra checar se neve tinha caído durante a noite &#8211; afinal, estava ansiosamente esperando meu primeiro contato com neve.</p>
<p>A primeira neve só acabou acontecendo no final de dezembro quando, saindo do trabalho às 4 da tarde, e andando por Manhattan, vi o que parecia uma poeira caindo do céu. Demorou um tempo até eu entender que aquilo era neve. Turistas sorriam e tiravam fotos ao meu redor, surpresos. E isso pode soar babaca, mas foi um momento bastante emocionante pra mim (influência de filmes de Hollywood que retratam inverno em Nova York, aposto).</p>
<p>Acabou <a href="http://pessoal.zehfernando.com/2009/dia-de-neve/">nevando pra cacete</a> e cobrindo a cidade de neve durante a noite.</p>
<p>Imagino que esta neve que estamos vendo aqui hoje é o que é chamado de <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Snow_flurry">flurry</a></em> &#8211; uma neve de verdade, mas que, devido à temperatura, acaba não se acumulando muito. O clima aqui já está frio, mas a temperatura ainda está acima dos 0 graus celsius, então a tendência é a neve derreter assim que chega no chão.</p>
<p>Ainda assim, a quantidade de neve que está caindo é bem grande; só está nevando há aproximadamente uma hora, e a rua parece estar passando por uma nevasca típica de dezembro.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1013" title="Neve" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/10/neve2b.jpg" alt="" width="500" height="375" /></p>
<p>É uma situação interessante; é como se eu não me lembrasse mais o que é ter de trafegar pela neve em Nova York, já que a última vez que tive de fazê-lo foi há quase um ano atrás. Hoje moro mais longe do metrô (uns 10 minutos de caminhada; ano passado, era só uns 2 minutos) então o inverno vai ter um impacto maior na minha rotina desta vez. E por mais estranho que isso possa soar, mal posso esperar; gosto das <a href="http://pessoal.zehfernando.com/2010/mudanca-de-estacoes/">mudanças de estações</a>.</p>
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		<title>Los Angeles Galaxy vs New York Red Bulls</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Oct 2011 13:48:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
				<category><![CDATA[choque]]></category>
		<category><![CDATA[nova york]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem fui assistir um jogo da Major League Soccer &#8211; o campeonato nacional daqui &#8211; entre o LA Galaxy de David Beckham e o Red Bulls de Thierry Henry e Rafa Marquez. O jogo foi no Red Bull Arena, em (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2011/los-angeles-galaxy-vs-new-york-red-bulls/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem fui assistir um jogo da <a href="http://www.mlssoccer.com/">Major League Soccer</a> &#8211; o campeonato nacional daqui &#8211; entre o LA Galaxy de David Beckham e o Red Bulls de Thierry Henry e Rafa Marquez. O jogo foi no <a href="http://www.redbullarena.us/arena/default.aspx">Red Bull Arena</a>, em Nova Jersey.</p>
<p><img class="aligncenter size-large wp-image-1002" title="Red Bull Arena" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/10/soccer-1024x768.jpg" alt="Red Bull Arena" width="500" height="375" /></p>
<p>Apesar do time do Red Bulls ser de Nova York, o estádio deles fica em outro estado &#8211; em Nova Jersey. Ainda assim, chegar lá é relativamente fácil &#8211; 20 minutos de Manhattan, via trem. Sair é outra história; levei 2 horas pra voltar, devido à superlotação do trem e a problemas em uma das linhas.</p>
<p>De qualquer forma, fiquei impressionado com a qualidade do estádio. Apesar de ser relativamente pequeno &#8211; cabem 25000 pessoas sentadas &#8211; é um estádio de primeira em todos os sentidos. A grama tem tamanha qualidade e é tão uniforme que, à distância, achei que era gramado sintético. Até a cerveja do estádio é ótima.</p>
<p>O que deixou um pouco a desejar, no entanto, foi o futebol.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/m-vmiFCMBXA?rel=0" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p>Esse jogo tinha tudo pra ser um clássico, já que é um jogo entre dois dos maiores times do país &#8211; times estes com várias estrelas internacionais, trazidas do futebol europeu.</p>
<p>O resultado, no entando, foi um jogo truncado, onde os jogadores pareciam mais preocupados com passar a bola pra algum colega do que efetivamente marcar um gol. Eu provavelmente sou suspeito pra falar, mas a impressão que deu é que era aquela típica diferença do jogador Sulamericano com o Europeu &#8211; enquanto o Sulamericano usa da garra pra resolver a jogada, o Europeu (ou, neste caso, Norte-Americano) quer resolver na base dos fundamentos técnicos com passes, jogadas treinadas à exaustão e erros do adversário. Vira um jogo de deixa-que-eu-deixo onde ninguém dribla e todo mundo tem medo de chutar pro gol. Não me surpreende que tenham tantos jogadores ingleses nos times da MLS.</p>
<p>O pragmatismo e a eficiência típicos da cultura local não funcionam tão bem dentro do campo. O futebol local está chegando lá, mas a impressão que eu tenho é que ainda faltam <em>fominhas</em> pra resolver a parada. </p>
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		<title>O papel higiênico e você</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Sep 2011 20:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acabei de ver esta genial foto de autoria desconhecida sendo compartilhada no Facebook pelo Fernando Bueno: Ela me fez lembrar de uma coisa importante: em Nova York, diferentemente do Brasil, jogar o papel higiênico usado no vaso sanitário é obrigatório, (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2011/o-papel-higienico-e-voce/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabei de ver esta genial foto de autoria desconhecida sendo compartilhada no Facebook pelo <a href="https://plus.google.com/109271133317127531852/posts">Fernando Bueno</a>:</p>
<p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/09/fb_tp.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-987" title="Aviso" src="http://pessoal.zehfernando.com/wp-content/uploads/2011/09/fb_tp-223x300.jpg" alt="" width="223" height="300" /></a></p>
<p>Ela me fez lembrar de uma coisa importante: em Nova York, diferentemente do Brasil, jogar o papel higiênico usado no vaso sanitário é <em>obrigatório</em>, e imagino que seja assim também no resto dos Estados Unidos.</p>
<p>É uma daquelas coisas esquisitas de se comparar porque tem a ver com costumes enraizados na cultura local: alguém no Brasil pode dizer que é <em>óbvio</em> que o papel tem de ser jogado no lixo e não na privada, afinal, a privada pode ser entupida pelo papel; mas por aqui, alguém diria que é <em>óbvio</em> que o papel deve ser jogado na privada, já que ele é feito pra dissolver na água (encher o saco de lixo com papel higiênico usado é visto como algo extremamente nojento).</p>
<p>Durante toda a minha vida, sempre que via um aviso parecido com o da foto acima, eu imaginava que quem jogava papel higiênico na privada deveria ser maluco. Então foi um certo choque no começo até eu entender que, por aqui, o costume local é, sim, jogar o papel usado descarga abaixo; banheiros público (como em empresas ou restaurantes) não costumam nem ter lata de lixo do lado da privada.</p>
<p>Mas qual é o correto?</p>
<p>Jogar na privada <a href="http://indianapublicmedia.org/amomentofscience/toilet-paper-in-the-toilet-or-trash/">é mais saudável e provavelmente melhor para o meio-ambiente</a>, mas a verdade é que a possibilidade de jogar papel higiênico na privada (ou não) <a href="http://answers.yahoo.com/question/index?qid=20080223095819AAA3t7D">depende mais do encanamento de esgoto</a> do que outra coisa.</p>
<p>Imagino que hoje muitos sistemas de encanamento no Brasil não teriam tanto problema com o papel higiênico. Ele deve se dissolver na água do mesmo jeito. Mas, por uma questão cultural e talvez histórica, entendo porque todo mundo ainda considera a prática um tabu, e duvido que isso mude em breve.</p>
<p>Mas, quando estiverem por aqui, lembrem-se: lugar de papel higiênico é na privada (mas <em>só</em> o papel higiênico: papel toalha causa entupimento facilmente).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Lavando a roupa suja</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jul 2011 20:39:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
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		<category><![CDATA[nova york]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das primeiras coisas que me causaram estranhamento em Nova York (e algo que sobre o qual eu deveria ter escrito antes) é que praticamente nenhum apartamento por aqui tem máquina de lavar roupa. O normal, ao invés, é levar (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2011/lavando-a-roupa-suja/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das primeiras coisas que me causaram estranhamento em Nova York (e algo que sobre o qual eu deveria ter escrito antes) é que praticamente nenhum apartamento por aqui tem máquina de lavar roupa. O normal, ao invés, é levar sua roupa pra <em>lavanderia</em>.</p>
<p>O engraçado é que, apesar da prática ser totalmente alienígena pros Brasileiros, o <em>conceito</em> é mais ou menos conhecido &#8211; eu, pessoalmente, já tinha visto várias vezes os personagens de um filme ou de uma série de TV levarem sua roupa pra ser lavada fora de casa.</p>
<p>Este vídeo da Pantera-cor-de-rosa é um dos primeiros exemplos que me lembro e, por mais incrível que pareça, é uma boa demonstração de todo o processo.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/iUvMbVQxR88" frameborder="0" width="480" height="390"></iframe></p>
<p>É até <em>possível</em> você ter uma máquina de lavar em casa &#8211; só é extremamente incomum por requerer um espaço que muitas pessoas não têm, conexões (de água) muitas vezes complicadas, e por simplesmente não fazer parte do DNA local; as pessoas levam as roupas pra lavanderia mais próxima e pronto. Boa parte das pessoas que eu conheci por aqui reagiam com extrema surpresa ao saber que todo mundo normalmente tem máquina de lavar no Brasil.</p>
<p>Outra parte do processo que é bastante diferente do jeito Brasileiro de fazer as coisas é que, por aqui, uma vez lavadas, você não pendura as roupas para secar, e nem passa elas a ferro &#8211; ao invés, após a lavagem, você seca elas numa secadora (centrífuga). As roupas saem super quentes (e, consequentemente, &#8220;fofinhas&#8221;) da secadora, aí é só dobrá-las ou pendurá-las num cabide. De certo modo, é um processo mais fácil e mais rápido do que o modo Brasileiro, apesar de requerer uma movimentação maior; é comum você andar na rua e ver pessoas levando um saco de roupa suja pra lavar (ou de roupa limpa pra casa), por exemplo.</p>
<p>Até é comum encontrar ferros e tábuas de passar roupa à venda em lojas mais voltadas pro público latino (eu tenho um ferro que uso pra passar algumas camisas e uma mini-tábua de passar), mas imagino que o processo é também diferente devido à falta de espaço nas residências locais; praticamente ninguém tem um espaço arejado pra poder ter um varal.</p>
<p>Quando eu vim pra cá, tive certa dificuldade em entender como fazer as coisas (como a maioria dos serviços coletivos por aqui, a lavanderia é 99% <em>faça-você-mesmo</em>, ou seja, não tem muita assistência pra nada). Mas levar as roupas pra lavanderia virou uma tradição rapidamente pra mim &#8211; levava tudo pra lavar, colocava na máquina, esperava a lavagem enquanto lia um livro (geralmente não compensa caminhar pra casa simplesmente pra voltar 20 minutos depois), movia tudo pra secadora quando a lavagem terminava, esperava mais meia hora, dobrava e levava pra casa. Acredito que é o mesmo pra muita gente, e lavar roupa é simplesmente visto com uma das muitas tarefas de final-de-semana do Novaiorquino típico.</p>
<p>Tanque (daqueles com uma torneira e espaço pra esfregar roupas) eu só vi uma vez na vida aqui, numa casa no Queens, e foi quase um choque. É algo muito incomum.</p>
<p>Aqui vai uma série de lavanderias &#8211; <em>laundromats</em> &#8211; de NY. Nenhuma das fotos é minha (são fotos públicas do <a href="http://www.flickr.com/">Flickr</a>), mas ilustram bem as lavanderias típicas da região.</p>
<p><iframe align="center" src="http://www.flickr.com/slideShow/index.gne?tags=laundromat&#038;new york&#038;" frameBorder="0" width="500" scrolling="no" height="500"></iframe></p>
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		<title>De mudança em mudança</title>
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		<pubDate>Mon, 23 May 2011 15:49:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em Nova York, fazer mudança é quase um passatempo. É algo tão comum que é parte integral da vida de qualquer um que vive aqui. Esta semana, assino o contrato de aluguel (leasing) do quinto apartamento onde irei morar desde (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2011/de-mudanca-em-mudanca/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em Nova York, <em>fazer mudança</em> é quase um passatempo. É algo tão comum que é parte integral da vida de qualquer um que vive aqui.</p>
<p>Esta semana, assino o contrato de aluguel (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Leasing">leasing</a>) do quinto apartamento onde irei morar desde minha chegada aqui. Estou aqui há menos de dois anos e, quando paro pra pensar, morar em 5 lugares diferentes em menos de dois anos soa algo absurdo para alguém vindo do Brasil, quase crimimal. Mas aí me lembro de onde estou e a coisa faz mais sentido.</p>
<p>Pra recapitular, desde que cheguei aqui, morei nos seguintes lugares:</p>
<ul>
<li>Hoboken, New Jersey: em minha primeira semana em Nova York, fiquei no apartamento de um amigo enquanto procurava um lugar pra morar.</li>
<li>Crown Heights, Brooklyn: enquanto decidia pra onde me mudar, aluguei um apartamento temporário (por um mês) no Brooklyn pra me auxiliar na decisão. Gastei esse mês andando de bibicleta pelo Brooklyn e decidindo que bairro eu gostava.</li>
<li>Williamsburg (I), Brooklyn: tive que decidir meu primeiro apartamento &#8220;real&#8221; de forma meio brusca. Não gostava muito do apartamento, então fiquei aqui um ano &#8211; a duração do meu contrato.</li>
<li>Williamsburg (II), Brooklyn: me mudei pra um apartamento a poucos quarteirões do meu apartamento anterior. Fiquei aqui também um ano, e agora que estou morando com Meagan, minha namorada, decidimos procurar um lugar maior, com um espaço separado (&#8220;escritório&#8221;) para computadores e outras tralhas.</li>
</ul>
<p>A verdade é que em Nova York o mercado imobiliário é extremamente acelerado. Você visita um apartamento, decide se quer ele (ou não) e assina o contrato em pouco mais de um dia; não dá pra ir juntando opções pra decidir depois, por exemplo, porque apartamentos são geralmente alugados poucos dias depois de estarem disponíveis. A resposta é geralmente dada no mesmo dia que você faz a visita. É algo que não percebi a princípio, quando estava procurando meu primeiro apartamento para alugar, e acabei perdendo uma boa oportunidade por causa disso (quando dei a resposta positiva, o apartamento que tinha decidido alugar já tinha sido negociado com outra pessoa).</p>
<p>Tudo isso, somado ao fato do contrato padrão de aluguel ser de 1 ano, faz com que seja muito comum as pessoas se mudarem. É bastante frequente que algum amigo seu não possa fazer algo em determinado final-de-semana porque ele ou ela tem de se mudar ou procurar um apartamento, e é muito normal ver pequenos caminhões de mudança circulando pela cidade. Da mesma forma, ver alguém chegando (ou saindo) de mudança não é um grande evento; é só mais um acontecimento de rotina.</p>
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		<title>Duas medidas diferentes</title>
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		<pubDate>Thu, 06 May 2010 20:47:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Antes de me mudar para Nova York, diversos amigos e amigas anunciaram de antemão que me visitariam quando enfim eu me mudasse. Assim, quando finalmente me mudei (pra um apartamento provisório a princípio) e estava procurando um apartamento final na (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2010/duas-medidas-diferentes/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de me mudar para Nova York, diversos amigos e amigas anunciaram de antemão que me visitariam quando enfim eu me mudasse. Assim, quando finalmente me mudei (pra um apartamento provisório a princípio) e estava procurando um apartamento <em>final</em> na cidade, fiz questão de procurar apartamentos de dois quartos. A razão era uma só: ter um espaço pros amigos que fossem visitar.</p>
<p>Foi o que acabei fazendo; meu apartamento atual tem dois quartos, sendo que o maior (de &#8220;visitas&#8221;) é até maior que meu próprio quarto. Comprei duas camas pra esse quarto, até.</p>
<p>O experimento acabou ocorrendo como o esperado e tive a visita prolongada de diversos amigos e conhecidos até hoje (além de vários outras já agendadas pro futuro). Então, como não estou escrevendo muito aqui no blog esses dias, queria postar dois links que são exatamente de pessoas que estão me visitando nesse momento.</p>
<p>O primeiro é o blog <a href="http://porrany.tumblr.com/">Porra New York!</a>, do <a href="http://cargocollective.com/lucasmotta/">Lucas Motta</a>. O Lucas é um desenvolvedor Flash Brasileiro que foi recentemente contratado pela mesma empresa em que eu trabalho (<a href="http://www.firstbornmultimedia.com/">Firstborn</a>), e o site tem registros fotográficos e textuais de suas peripécias na cidade. E como eu sei que é um parto alguém se mudar do Brasil pra cá (além de ser uma bica), estou hospedando ele temporariamente enquanto ele procura apartamento (e aguarda o <a href="http://www.rafaelrinaldi.com/">Rafael Rinaldi</a>, que é outro desenvolvedor Flash Brasileiro que foi contratado pela Firstborn).</p>
<p>Outra pessoa que está visitando temporariamente é a Camila Chaves, com quem trabalhei na <a href="http://www.grafikonstruct.com.br/">Grafikonstruct</a> há alguns anos atrás. Ela está aqui só a turismo, mas se divertindo com a programação da primavera da cidade. O legal é que ela comprou uma câmera nova logo após chegar na cidade, e tem postado os vídeos feito com seus olhos de turista em <a href="http://www.vimeo.com/camila">sua página no Vimeo</a>.</p>
<p>Ambos valem a visita, para os leitores que querem ver Nova York por outros olhos.</p>
<p>Finalmente, uma coisa interessante de notar devido a ter alugado um apartamento com dois quartos é que este é um conceito completamente <em>alienígena</em> pras pessoas da cidade. Sempre que conto pra alguém que moro numa casa com dois quartos, recebo olhares estupefatos como resposta; as pessoas assumem que ou eu sou louco, ou muito rico (pelo menos o segundo sei que não sou). Faz certo sentido, considerando-se que o fato de ter dois quartos (e mais espaço) aumenta o aluguel de um apartamento, mas algo que justifica o investimento sob meu ponto de vista (poder hospedar amigos) é algo que não é tão facilmente digerido pela cultura local. Por conta disso, hoje em dia, dificilmente digo para alguém que moro num apartamento de dois quartos; explicar as razões para isso já se tornou cansativo.</p>
<p>De certo modo, no entanto, mudei um pouco de idéia &#8211; 9 meses desse experimento me fizeram mudar de opinião. A verdade é que além de ser mais caro, ter um quarto a mais implica em mais espaço para limpar num apartamento, e mais espaço desperdiçado (se você não estiver hospedando ninguém). No final das contas, vale mais a pena pegar um apartamento só de um quarto, mas com mais espaço para os cômodos normais, pelo mesmo preço &#8211; amigos sempre podem ficar hospedados na sala, já que visitas geralmente são temporárias.</p>
<p>Meu próximo apartamento &#8211; devo me mudar em agosto, que é quando vence meu contrato atual &#8211; só terá um quarto.</p>
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		<title>Mudança de estações</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Mar 2010 19:49:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
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		<category><![CDATA[nova york]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje é o dia do equinócio vernal no hemisfério norte, marcando o início da Primavera na terra imperial. E só agora que já estou em Nova York há um certo tempo &#8211; quase 9 meses &#8211; é que começa a (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2010/mudanca-de-estacoes/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é o dia do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Equinox">equinócio</a> vernal no hemisfério norte, marcando o início da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Spring_%28season%29">Primavera</a> na terra imperial. E só agora que já estou em Nova York há um certo tempo &#8211; quase 9 meses &#8211; é que começa a ficar clara pra mim a real diferença entre o clima daqui e o do Brasil.</p>
<p>Mais do que <em>mais frio</em>, <em>mais quente</em>, <em>mais úmido</em> ou qualquer outra comparação similar, aqui o clima tem <em>mais contraste</em> do que eu esperava. É algo óbvio quando você para pra pensar, mas algo com que eu nunca tive de conviver antes: as mudanças de estações são mais sensíveis.</p>
<p>O verão é ensolarado &#8211; boa parte do dia é mais clara e, obviamente, mais quente. No outono, você vê as folhas das árvores amarelando e caindo, e o clima começa a esfriar. No inverno, as árvores são só galhos pelados, a neve toma conta das ruas, o frio força transeuntes a ir de um ponto a outro sem parar no meio do caminho, os parques ficam vazios, e o sol dura bem menos tempo no céu. E agora, na primavera, o calor está voltando.</p>
<p>Em São Paulo, essa diferença nunca existiu, pelo menos dessa mesma forma. Existe, sim, uma diferença na temperatura <em>média</em> da cidade, mas ao mesmo tempo, é comum você ter dias de calor extremo no inverno, ou frio congelante no verão. Da mesma forma, mudanças na natureza são difíceis de perceber (fenômeno provavelmente fortalecido pela bolha criada pelo concreto que cobre a superfície da cidade e pela extensa massa cinzenta que cobre o céu), algo que acaba sendo um belo retrato da nulidade das estações no cotidiano do cidadão.</p>
<p>Já em Nova York, é difícil deixar de viver <em>em função</em> da estação do ano. As mudanças se refletem no comportamento das pessoas e de toda a malha urbana de uma forma tal que é impossível você manter uma mesma rotina, ou uma mesmo estado de espírito, durante o ano todo.</p>
<p>Com a primavera começando, e alguns dias de calor despontando &#8211; agora são aproximadamente 20° C em Manhattan &#8211; isso fica especialmente fácil de notar na atitude das pessoas. É como se o sol despertasse algo que estava adormecido: você vê muito mais bicicletas nas ruas; os parques começam a lotar de pessoas que só querem gastar um tempo no sol; você vê muito mais turistas; qualquer queda de temperatura adicional é motivo pra alguém sair de chinelo e bermuda/saia; bares e restaurantes colocam suas mesas de volta nas calçadas, e as portas duplas (usadas pra bloquear o vento frio) são removidas dos mesmo estabelecimentos.</p>
<p>Mas, acima de tudo, os ânimos ficam muito mais <em>positivos</em>. É impossível não encontrar alguém no dia como de hoje e comentar o quão legal o clima está. E não é só um papo vago qualquer na falta de algum assunto mais profundo; é porque todo mundo está com o clima na cabeça. Pra comparar, a primeira coisa que checo quando acordo é a previsão do tempo no meu celular.</p>
<p>Esse contraste criado entre as estações deixa clara também uma parte da atitude do cidadão comum e, suspeito, da rotina de qualquer outra cidade no mundo onde o clima tem uma variação real: as pessoas estão mais preparadas para os <em>altos e baixos</em> de sua rotina anual, ao invés de simplesmente esperando uma uma rotina estável e sem muita variação. É uma coisa difícil de explicar, mas que percebo na minha própria atitude. De certo modo, passado o deslumbramento inicial com a neve, o inverno foi bem ruim por aqui pra mim &#8211; fica chato de sair, tem muito vento, tá muito frio, você tem de estar todo encapotado pra fazer qualquer coisa tipo ir no supermercado comprar cerveja; mas, ao mesmo tempo, saber que o inverno vai acabar logo e que um verão delicioso se aproxima faz tudo valer a pena e faz qualquer clima fácil de suportar. Seja qual for a sua estação preferida (muitos amigos meus aqui preferem o outono), você sempre sabe que ela chegará em breve, e você simplesmente se prepara pra isso.</p>
<p>Me lembro que, em São Paulo, era extremamente raro eu acordar e ser surpreendido positivamente pelo clima, ou de ter minha disposição muito influenciada pela temperatura. O clima simplesmente não afetava meu dia. Aqui em Nova York, o contrário acontece frequentemente, e o efeito no meu dia é visível &#8211; é muito difícil não deixar de se sentir extremamente otimista num dia como hoje. São <em>só 20 graus</em>, algo que qualquer um em São Paulo ou outra cidade do Brasil consideraria um dia normal (ou, talvez, até um pouco frio). Mas não é a temperatura absoluta que faz a diferença; é a relativa, e sentir uma mudança pra melhor. Impossível não se deixar levar.</p>
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		<title>Dia de neve</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Dec 2009 17:03:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zeh</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ontem à tarde finalmente nevou em Nova York &#8211; uma neve que só parou de cair esta manhã. Foi o primeiro dia de &#8220;tempestade de neve&#8221; deste inverno, e já bateu recorde dos anos recentes &#8211; com 14 polegadas 35 (&#8230;)</p><p><a href="http://pessoal.zehfernando.com/2009/dia-de-neve/">Read the rest of this entry &#187;</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem à tarde finalmente nevou em Nova York &#8211; uma neve que só parou de cair esta manhã. Foi o primeiro dia de &#8220;tempestade de neve&#8221; deste inverno, e já bateu recorde dos anos recentes &#8211; com <del datetime="2009-12-20T16:33:15+00:00">14 polegadas</del> 35 centímetros de neve segundo medições oficiais, é a maior precipitação desde 2003 (informações ouvidas na TV, então, sem links para fontes, sinto).</p>
<p>Mas digo &#8220;tempestade&#8221; entre aspas porque, na realidade, é algo bastante brando e fácil de lidar. Eu diria que é até mesmo uma bela mudança.</p>
<p><a title="Frost street on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/zehfernando/4200562190/"><img class="aligncenter size-full" src="http://farm3.static.flickr.com/2759/4200562190_e59e8f615b.jpg" alt="Frost street" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Nova York tem uma coisa interessante: apesar de não ser uma das regiões mais frias dos Estados Unidos (a temperatura média nas últimas semanas tem sido &#8220;só&#8221; 0ºC), ela acaba sendo vítima de um fenômeno bizarro &#8211; os túneis de vento que se formam entre os quarteirões, devido à forma como a maioria das avenidas e ruas foi criada (baseada <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Grid_plan">num grid</a>). Então é normal estar uma temperatura até suportável, mas dependendo de onde você está, você pega um vento frio absurdo contra você que faz a sensação de temperatura ser muito pior. Nesse sentido, as últimas semanas têm sido bastante instrutivas pra mim, Brasileiro acostumado a temperaturas mais amenas &#8211; você entende que a razão de alguém usar cachecol não é meramente estética, deixa de achar <del datetime="2009-12-20T17:06:21+00:00">ceroulas</del> <a href="http://www.nextag.com/thermal-pants/search-html">calças térmicas</a> engraçadas, compreende a diferença que agasalhos <em>de verdade</em> fazem, e aprende a diferença entre os <a href="http://images.google.com/images?q=gloves">dois</a> <a href="http://images.google.com/images?q=mittens">principais</a> tipos de luva (que são, também, bastante necessárias).</p>
<p>A parte <em>mais</em> interessante é que tudo isso parece mudar um pouco com a neve. Por algum motivo, com a neve, o clima ficou mais estável &#8211; os ventos simplesmente sumiram &#8211; e por isso, apesar da queda da temperatura e da neve que sobre o chão, é tudo muito mais suportável: você consegue ficar na rua com a cabeça descoberta, o que é um avanço descomunal em relação às últimas semanas.</p>
<p><a title="Frost street on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/zehfernando/4200563774/"><img class="aligncenter size-full" src="http://farm3.static.flickr.com/2766/4200563774_7952615612.jpg" alt="Frost street" width="500" height="375" /></a></p>
<p>É também interessante ver a reação das pessoas à neve. Em certo sentido, é uma grande chateação &#8211; é mais difícil de caminhar, serviços essenciais ficam prejudicados (a coleta de lixo, por exemplo, foi adiada esta semana), e você é obrigado a fazer uma série de coisas pra se livrar da neve (caso contrário, você pode ser processado se alguém, por exemplo, escorregar na sua calçada &#8211; coisas de um país litigioso). Imagino que dirigir nesses condições deve ser algo bizarro também.</p>
<p>Mas, ao mesmo tempo, o tapete branco traz consigo uma certa atitude positiva ao coração das pessoas. Começou ontem mesmo, quando andando por Manhattan, percebi a neve caindo (então uma poeira fina) e a reação de encanto na cara de boa parte dos pedestres. E hoje, em plena madrugada de domingo pós-tempestade, vi muito mais pessoas nas ruas do que de costume &#8211; muitas limpando a calçada, é verdade, mas várias também simplesmente paradas, olhando em volta e admirando a mudança.</p>
<p><a title="Snow on the sidewalk on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/zehfernando/4199807757/"><img class="aligncenter size-full" src="http://farm5.static.flickr.com/4008/4199807757_bfa2ba7e9e.jpg" alt="Snow on the sidewalk" width="500" height="375" /></a></p>
<p>A neve em si é muito do que me falaram; parece areia, em consistência, embora seja mais fofa. Você pisa em 30cm de neve e a coisa se reduz a uns 2cm de gelo. Daí o motivo de se fazer bolas de neve &#8211; você tem de amassar uma boa quantidade de neve na mão, até ela se solidificar o suficiente pra manter a forma. Do mesmo modo, como muito da neve é só ar, você entra em algum lugar com a roupa coberta de neve e depois de poucos minutos ela já evaporou, sem chegar a encharcar nada (botas razoavelmente à prova d&#8217;água são definitivamente necessárias pra andar na rua, no entanto, já que os pés têm de lidar com muito mais neve).</p>
<p>Não vi guerras de bolas de neve nem homens de gelo por aqui &#8211; é algo que seria bastante difícil, de certo modo porque não tem tantas crianças na região, e também porque comparado a outras regiões do país, a neve que cai aqui é muito pouca e durante pouco tempo (fica suja rapidamente) pra permitir a construção de grandes estruturas. Mas, ao mesmo tempo, ainda não visitei os parques do bairro ainda, então fica difícil de julgar só pela minha rua.</p>
<p>Vendo o frio que fez no final do outono e agora no começo do inverno, eu tava meio temeroso com a neve e o frio que ela iria trazer &#8211; com o vento frio é muito mais chato andar na rua, fazer qualquer tipo de exercício, ou simplesmente sair pra fazer alguma coisa diferente. Mas a mudança de temperatura <em>sentida</em> trazida pela neve, por enquanto, tem sido positiva.</p>
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